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Só a Micron precisa de 400-500 transformadores para uma fábrica, mais do que uma empresa consegue produzir em um ano.

Engenheiro com capacete e colete segurando planta em subestação elétrica industrial ao ar livre.

Pelo menos uma empresa taiwanesa

O avanço da infraestrutura de centros de dados de IA (IA-ЦОД) parece estar a esbarrar na falta de mais um componente crucial. Segundo o DigiTimes, a Micron, para ampliar a sua fábrica de produção de memória em Singapura, precisa de três a cinco vezes mais transformadores do que uma fábrica “padrão” de chips.

A Micron está a preparar uma expansão expressiva do complexo, estimada em US$ 24 bilhões, o que exigirá 400–500 transformadores de potência. Para efeito de comparação, normalmente fábricas de chips precisam de 100–150 equipamentos desse tipo.

O problema, porém, não é apenas a quantidade em si. A questão é que 400–500 transformadores dessa categoria representam mais do que qualquer empresa taiwanesa que atua nesse segmento consegue fabricar em um ano inteiro. Ainda assim, a Micron tem alguma margem de tempo, já que a entrada em operação das novas linhas está prevista apenas para o fim de 2028.

Mesmo com esse prazo, o aumento da procura já começa, naturalmente, a pressionar os valores. A Fortune Electric e a Allis Electric já reajustaram os preços dos equipamentos em 20–30% e, além disso, a produção de transformadores depende de cobre - um insumo que, por si só, ficou significativamente mais caro nos últimos tempos.

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