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Em 2026, a fazendeira Justine causa dupla polêmica no reality de namoro na TV.

Jornalista sorridente segura cenoura em frente a carro verde com cabras e galinha em fazenda para reportagem.

Uma fazenda pedagógica, um mini-zoológico itinerante montado dentro de um caminhão, a correria de uma rotina familiar intensa e, para completar, a busca do grande amor com câmeras acompanhando tudo: Justine, do departamento de Ain, chega à nova temporada de “L’Amour est dans le Pré 2026” (versão francesa do reality de namoro no campo) com uma carga emocional considerável. O detalhe que mais chama a atenção é que ela entra na disputa em dobro, ao lado de um agricultor amigo que também será candidato.

Quem é Justine, a mulher por trás do projeto de TV?

Aos 34 anos, Justine comanda uma fazenda pedagógica no leste da França, na região rural de Ain. No local, ela cuida de cerca de 150 animais - de cabras e ovelhas a burros, além de pequenos animais especialmente adequados ao contato com crianças. O espaço, para ela, é mais do que produção rural: funciona como um ambiente de aprendizagem.

Escolas, creches e famílias visitam a propriedade para que as crianças aprendam, na prática, a se relacionar com os animais de forma respeitosa. Justine conduz visitas guiadas, mostra como o alimento dos animais é produzido, explica por que os cuidados diários exigem tempo e deixa claro que a vida no campo não espera “até alguém acordar bem”.

"Justine passa todos os dias entre fardos de palha, tonéis de ração e grupos de crianças - e, ainda assim, na vida amorosa ela se sente surpreendentemente sozinha."

Ela se define como uma pessoa sensível, cheia de energia e, ao mesmo tempo, bastante pé no chão. É mãe e assume tanto a responsabilidade financeira quanto a emocional pela família e pela fazenda. E a pressão de organização é constante, porque o trabalho dela não termina no portão da propriedade.

Justine leva a fazenda para a escola: seu caminhão com fazenda móvel

Um aspecto que diferencia o projeto de Justine é que parte da fazenda “anda” com ela. Em um caminhão adaptado, ela se desloca para escolas, festas de cidade e eventos infantis. Ao chegar, monta um pequeno zoológico itinerante, com cercados, ração e materiais informativos.

Como funciona a fazenda itinerante da Justine

  • Dentro do caminhão, há caixas de transporte para animais pequenos e equipamentos para montar cercados móveis.
  • No local do evento, Justine instala cercadinhos, fardos de palha e painéis informativos.
  • As crianças podem acariciar os animais, alimentá-los e fazer perguntas.
  • Ela explica de forma lúdica de onde vêm o leite, os ovos e a lã.

Esse modelo a torna conhecida na região, mas cobra um preço alto: agenda cheia, deslocamentos, acompanhamento da saúde dos animais e riscos por causa do clima - tudo fica sob responsabilidade dela. Justamente por isso, ela quer alguém que compreenda esse estilo de vida e saiba conviver com ele.

Justine em dupla com Vincent: por que ela participa junto de um amigo agricultor

Para um programa de relacionamento, a dinâmica é incomum: Justine não participa sozinha. Ela entra junto do amigo Vincent, que também é agricultor e candidato. Os dois têm uma amizade próxima e compartilham, de forma muito concreta, os desafios e as alegrias da vida rural.

A presença de Vincent, para Justine, funciona principalmente como apoio. Entre a fazenda, os filhos, a equipe de gravação e as conversas emocionais com possíveis pretendentes, é fácil tudo virar um peso excessivo. Ter alguém conhecido por perto reduz a tensão e dá mais estabilidade.

"O amigo ao lado de Justine não deve distraí-la do amor, e sim ajudá-la a continuar sendo ela mesma nesse carrossel de TV."

Ao mesmo tempo, essa participação em dupla abre espaço para ainda mais especulação: as pessoas candidatas vão conhecer Vincent primeiro e depois Justine? Pode surgir ciúme, ruídos de comunicação ou até histórias de “triângulo” inesperadas? Para o programa, o formato com dois candidatos próximos promete uma dose extra de movimento.

Quem Justine quer ao lado - e quem ela descarta sem hesitar

Justine é direta sobre o que espera de um parceiro. A prioridade, para ela, é valorização: ela quer um homem que leve seu trabalho a sério, sem tratar tudo como um “hobby bonitinho”. Cuidar de mais de 150 animais e ainda tocar uma fazenda móvel não é um cenário romântico de fotografia - é trabalho duro.

Procurado Indesejado
Carismático, bem-humorado, caloroso Arrogante, condescendente, pedante
Paciente com crianças e animais Zero tolerância a cheiros, barulho ou sujeira
Disposto a dividir responsabilidades Espera que tudo gire em torno dele
Interesse por agricultura ou educação Apenas “assistir”, sem vontade de colocar a mão na massa

Carisma, para ela, importa muito - mas não no sentido de glamour. Ela fala de pessoas que conseguem aquecer um ambiente, fazer crianças rirem, não têm medo de se sujar e, ainda assim, mantêm a cabeça no lugar.

Por que mulheres agricultoras costumam enfrentar mais barreiras ao buscar um relacionamento

A trajetória de Justine representa a realidade de muitas mulheres no campo. A rotina de uma propriedade rural frequentemente não combina com ideias “clássicas” de namoro: viagens improvisadas no fim de semana, noites longas em festas ou simplesmente “dar uma escapada” quase nunca é viável quando há animais dependendo de cuidados diários.

Além disso, ainda existe um estereótipo persistente: para muita gente, “mulher do campo” soa como “esposa que ajuda”, não como empreendedora com um projeto próprio. Fazendas pedagógicas, venda direta, educação ambiental e iniciativas sustentáveis nem sempre cabem no clichê antigo de apenas ordenhar ao amanhecer.

É justamente aí que um formato como “L’Amour est dans le Pré” ganha força: ele expõe como as propriedades rurais se tornaram diversas e como há gestão, educação e trabalho de comunicação por trás do que parece simples. A fazenda itinerante de Justine ilustra isso bem - ela reúne agricultura, ensino, planeamento de eventos e logística em uma única rotina.

O que a participação pode mudar para Justine e para a fazenda

Aparecer em um reality popular quase sempre traz visibilidade. Para Justine, isso pode ter efeitos em mais de uma direção. Por um lado, aumenta a chance de conhecer alguém que, de propósito, procura uma parceira com esse estilo de vida - quem se candidata já tem uma noção do que vem junto.

Por outro, a fazenda pedagógica pode ser beneficiada. Mais notoriedade pode significar mais reservas de turmas escolares, festas de aniversário infantis e eventos municipais, gerando uma segurança financeira que ela vem construindo com esforço, ano após ano.

"Quem contrata Justine não recebe apenas um zoológico para fazer carinho, e sim agricultura de verdade - do tipo que as crianças podem tocar e compreender."

Mas o aumento do interesse também amplia os riscos: falta de tempo, expectativas maiores de público e imprensa, inveja ao redor ou, simplesmente, exaustão. Nesse ponto, fica claro por que um parceiro confiável, para Justine, não é só um ideal romântico - pode ser um alívio real no dia a dia.

O que o público pode aprender com a história de Justine

Para quem gosta de programas ligados ao campo, Justine oferece vários ângulos interessantes. Primeiro, ela mostra como uma fazenda pode ser pensada intencionalmente para crianças e para educação. Pais e profissionais da área pedagógica conseguem tirar ideias concretas sobre como apresentar animais de criação às crianças sem tornar a experiência pesada ou assustadora.

Ao mesmo tempo, fica evidente quanta organização existe por trás de momentos que parecem idílicos. Quando se vê Justine carregando animais, montando cercados e, em paralelo, respondendo a perguntas de crianças, dá para entender por que um companheiro calmo e colaborativo vale muito para ela.

E, para quem mora no interior ou considera montar algo parecido, a história dela também levanta questões práticas: dá para conciliar uma fazenda pedagógica com outros empregos? Quantas pessoas são necessárias na equipa? Que tipos de seguro são importantes quando crianças entram em contato com animais? No programa, tópicos assim costumam aparecer nas entrelinhas e acabam provocando reflexão.

No fim, apesar de tudo, a pergunta é bem tradicional: será que uma mãe solo, trabalhadora e responsável por uma fazenda consegue encontrar alguém disposto a abraçar animais, crianças, poeira de estrada e câmeras - e que não queira mudá-la, mas crescer junto com ela? É isso que torna a participação dela na temporada de 2026 tão intrigante.

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