Por tempo limitado: o novo derivado de terror Resident Evil Requiem está prestes a chegar ao PS5 - e a pré-venda aparece com um preço surpreendentemente baixo.
A Capcom volta com Resident Evil Requiem às raízes mais sombrias da sua série cult e promete survival horror pesado, em vez de explosões sem parar. Ao mesmo tempo, uma campanha de pré-venda da versão de PlayStation 5 reduz o valor de forma bem perceptível e coloca fãs e novatos diante da mesma dúvida: comprar agora ou esperar?
Desconto antes do lançamento: o que explica a ação no PS5?
Até o momento, Resident Evil Requiem tem lançamento marcado para 27 de fevereiro de 2026 no PlayStation 5. Em geral, a Capcom estreia seus grandes lançamentos cobrando o preço cheio de um AAA. No varejo, o valor sugerido estava por volta de 79,99 euros. Só que, no momento, quem faz a pré-compra encontra um corte considerável.
"A versão de PS5 de Resident Evil Requiem está em pré-venda por cerca de 55,99 euros - ou seja, mais de 30% abaixo do preço original."
Para um jogo recém-anunciado de uma das franquias de terror mais conhecidas, esse tipo de desconto é bem agressivo. Especialmente quem já pretendia jogar no lançamento economiza de cara várias dezenas. Para quem está acostumado a pagar preço cheio: uma queda assim costuma aparecer apenas semanas ou meses depois que o jogo chega às lojas.
Resident Evil Requiem: a volta ao survival horror “raiz”
No conteúdo, a Capcom deixa claro que está mirando o público mais tradicional. Requiem quer resgatar aquele desconforto que muitos associam aos primeiros jogos - ou ao sétimo capítulo da série. Em vez de ação constante, a proposta gira em torno de medo, insegurança e da sensação permanente de que a próxima porta pode levar direto a uma armadilha.
A história volta a se passar em Raccoon City e nos arredores, décadas após a catástrofe de 1998. O lugar quase não lembra mais o que era; as autoridades abafaram os acontecimentos, mas as consequências seguem alcançando o presente. As marcas dessa tragédia atravessam toda a ambientação.
Uma parte importante do desenvolvimento está nas mãos do time de Resident Evil 7 - justamente os criadores que recolocaram o foco em terror e tensão psicológica. A promessa é de uma campanha mais enxuta e bem dirigida, sustentando uma pressão constante, sem transformar tudo em um festival de tiros.
Sensação clássica, mas com tecnologia atual
A regra básica é simples: cada disparo importa. A munição continua rara, itens de cura são limitados e quem atravessa corredores sem cautela costuma se dar mal rapidamente. Vale vasculhar cada sala com atenção, memorizar rotas alternativas e, em muitos momentos, escolher correr pode ser mais inteligente do que insistir num confronto perdido.
A Capcom descreve a atmosfera como “opressiva” e “claustrofóbica”. Corredores apertados, luzes falhando e a dúvida contínua sobre até onde dá para ir com os recursos disponíveis - tudo isso busca remeter às origens do gênero, mas com uma apresentação mais cinematográfica.
Nova protagonista, trauma antigo: quem é Grace Ashcroft em Resident Evil Requiem?
Desta vez, o centro da narrativa não é Chris nem Leon, e sim uma personagem inédita: Grace Ashcroft. Ela atua como analista no FBI e, ao investigar um caso, encontra pistas que se conectam diretamente à morte da própria mãe. Quanto mais ela aprofunda, mais evidente fica: Raccoon City tem um peso muito maior na história da sua família do que ela imaginava.
- Grace Ashcroft: nova protagonista marcada por um trauma pessoal
- História familiar pessoal se cruza com uma biocatástrofe de escala global
- Forte ênfase em investigação e busca por pistas
- Arquivos sombrios, registros de áudio e itens encontrados empurram a trama adiante
- Ligação forte com os eventos de 1998 em Raccoon City
Os desenvolvedores misturam elementos clássicos da série - arquivos, bilhetes, áreas secretas - com uma camada mais emocional e íntima. Grace não está apenas apurando um incidente: ela também enfrenta a própria bagagem. Para quem acompanha a franquia há anos, isso cria um interesse duplo: novas informações sobre Raccoon City, ao mesmo tempo em que se apresenta uma figura inédita.
Duas perspectivas, um mesmo pesadelo: câmera escolhida na hora
Um detalhe que deve agradar quem acompanha a série: a câmera pode ser alternada a qualquer momento entre primeira pessoa e terceira pessoa. Assim, a Capcom responde diretamente às discussões recentes, em que muitos jogadores defendiam com força um estilo ou o outro.
"Quem quer o máximo de sufoco joga em primeira pessoa. Quem prefere mais conforto escolhe a câmera nas costas - basta apertar um botão."
A visão em primeira pessoa aumenta a sensação de medo “no corpo”: o inimigo aparece de repente muito perto, os sons parecem mais colados, e é mais fácil deixar passar algo no canto da tela. Já o enquadramento sobre o ombro é familiar para fãs dos remakes modernos; dá mais leitura do espaço e facilita tanto a tática nas lutas quanto o posicionamento.
No lado técnico, a Capcom segue seu padrão atual de engine. Ruas escuras e destruídas, prédios vazios e zonas de bloqueio improvisadas devem ser visualmente convincentes e, de propósito, desconfortáveis. A expressão facial e a linguagem corporal dos personagens ficam mais ricas do que em capítulos antigos, reforçando o aspecto psicológico.
Recursos do PS5: o que o hardware entrega, na prática?
No PS5, o jogo se beneficia de carregamentos rápidos - algo que pesa a favor quando salvar e recarregar vira rotina. Com a SSD, recomeçar após uma morte costuma significar pouca espera. Soma-se a isso o retorno tátil do DualSense: diferenças entre armas, batimentos em momentos de estresse e o rangido de metal e concreto podem ser sentidos de maneira pontual nas mãos.
Os gatilhos adaptáveis também entram no pacote. A resistência ao mirar ou recarregar muda conforme o equipamento e a situação. Isso reforça a percepção de peso e risco - e ajuda a elevar a tensão quando a munição começa a faltar.
Mistura de gameplay: enigmas, combate e estoque no limite
Em termos de estrutura, Requiem segue os pilares da franquia: áreas apertadas, mapas cheios de conexões, portas trancadas com chaves específicas e quebra-cabeças que usam o ambiente como base. Muitos espaços só ficam acessíveis mais tarde, depois de encontrar itens ou novas pistas. Assim, o jogo forma uma malha densa de ida e volta, que obriga o jogador a memorizar caminhos.
As lutas pedem cuidado. Os inimigos aguentam bastante, mas raramente aparecem em grandes hordas. Quem atira sem pensar logo se vê com o pente vazio. O equilíbrio fica em algum ponto entre o remake de Resident Evil 2 e Resident Evil 7: perigo constante, porém sem virar espetáculo de tiroteio.
A gestão de recursos é peça-chave. Ervas e injeções não aparecem aos montes, e munição exige esforço para ser obtida. O tempo todo surge a mesma escolha: vale gastar recursos numa briga ou é melhor arriscar uma corrida passando pelos monstros? Muitos fãs de terror gostam justamente desse tipo de dilema.
Vale fazer a pré-venda pelo preço promocional?
Para quem já tem certeza de que vai jogar Resident Evil Requiem no lançamento, o valor atual no PS5 traz uma vantagem direta. Em vez de contar com promoções futuras, dá para garantir o início logo na estreia e economizar bastante em relação ao preço originalmente esperado.
Por outro lado, a pré-venda tem os pontos de sempre. Você paga por um jogo que ainda não testou por conta própria. Embora a participação do time de Resident Evil 7 indique um foco firme em horror e uma direção bem definida, garantia total naturalmente não existe.
O desconto chama atenção principalmente para três perfis: fãs da série que já planejam o nono jogo no lançamento, donos de PS5 buscando mais opções de terror com recursos do hardware e jogadores que curtiram Resident Evil 7, mas não se identificaram tanto com os capítulos mais voltados à ação que vieram depois.
Contexto: o que define survival horror hoje
O termo survival horror se refere a jogos em que ameaça e sobrevivência ficam acima de tudo. Os recursos são limitados, decisões precisam ser tomadas o tempo inteiro e quase nunca existe uma sensação real de segurança. Isso diferencia o gênero de títulos de ação, nos quais raramente falta munição ou cura.
Resident Evil Requiem tenta atualizar exatamente essa insegurança. Gráficos modernos, câmera flexível e feedback tátil não servem apenas para “boniteza”: a ideia é que cada encontro com inimigos realmente pressione o jogador. Quem entra no clima não encontra um jogo relaxante para o fim do dia, e sim uma experiência que eleva o pulso e exige atenção com frequência.
Quem quiser se preparar pode, sim, revisitar capítulos anteriores. Em especial, o remake do Resident Evil 2 e Resident Evil 7 ajudam a entender o que Requiem aparentemente pretende continuar: exploração lenta e ameaçadora, atmosfera forte e a mistura característica de nojo, curiosidade e adrenalina que mantém fãs ligados a Resident Evil há décadas.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário