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Resident Evil em ordem cronológica: Todos os jogos, filmes e mangás antes de Requiem

Dois adultos em um telhado com prédios e figuras sombreadas ao fundo ao entardecer.

Há quase 30 anos o universo de Resident Evil só se expande - mas, para entender de verdade, é preciso conhecer a ordem certa.

Novos jogos, remakes, filmes em CGI, longas com atores, mangás: Resident Evil há tempos deixou de ser “apenas” uma série de jogos de terror. E agora, com a Capcom preparando o próximo grande passo com Resident Evil 9: Requiem, muita gente volta à mesma dúvida: como tudo isso se encaixa - e qual é o melhor ponto de partida?

Do Spencer Mansion ao desastre global no universo de Resident Evil

A franquia começou em 1996, no primeiro PlayStation. Resident Evil - chamado Biohazard no Japão - redefiniu o que se entendia por survival horror. Câmeras fixas, munição curta, avanço lento, quebra-cabeças e uma atmosfera sufocante formavam um conjunto que marcou toda uma geração.

No início, o cenário é bem “contido”: um casarão isolado nos arredores de Raccoon City, a Spencer Mansion. Por trás do horror está a Umbrella Corporation, uma gigante farmacêutica que realiza experimentos clandestinos com armas biológicas. O que começa como um incidente de laboratório vira uma crise que empurra a série adiante por décadas.

"O que começa como um surto de zumbis em uma mansão escala para uma crise global de armas biológicas, conectando jogos, filmes e mangás."

Esse crescimento gradual de escala - do terror claustrofóbico para uma ameaça mundial - é parte do charme da cronologia, mas também o que torna tudo mais difícil de organizar.

Por que a ordem cronológica de Resident Evil é tão complicada

A Capcom não lança os jogos na mesma sequência dos acontecimentos. Flashbacks, histórias paralelas, spin-offs e filmes em CGI embaralham bastante a linha do tempo. Além disso, algumas obras são consideradas parte do cânone oficial, enquanto outras funcionam mais como um “universo paralelo”.

Para acompanhar a narrativa sem se perder, vale separar o conteúdo em três camadas:

  • Jogos principais - o eixo central sobre a Umbrella, armas biológicas e personagens como Chris Redfield, Jill Valentine, Leon S. Kennedy e Claire Redfield.
  • Jogos paralelos e de ligação - títulos que preenchem lacunas ou dão mais profundidade a coadjuvantes e eventos intermediários.
  • Filmes e mangás - em parte canônicos (sobretudo os filmes em CGI) e em parte mais soltos (muitas adaptações live-action).

O próximo capítulo é Resident Evil: Requiem, o nono jogo numerado da série principal, previsto para fevereiro de 2026 no PC e nos consoles atuais, como Nintendo Switch 2, PlayStation 5 e Xbox Series X/S. A história deve dialogar com arcos construídos ao longo de anos, especialmente com a trajetória de Leon S. Kennedy, que aqui contracena com uma personagem inédita chamada Grace Ashcroft.

Linha do tempo dos jogos principais de Resident Evil (visão geral)

Em termos de cronologia interna, os acontecimentos cobrem, de forma aproximada, mais de três décadas. A lista abaixo reúne uma ordem canônica comum dos jogos mais importantes - uma base prática para chegar bem preparado a Requiem.

Tempo no universo do jogo Título (série principal) Foco
1996/1998 Resident Evil (e remake) Spencer Mansion, primeiro surto documentado do T-Virus
1998 Resident Evil 0 Prólogo nos arredores de Raccoon City, cenário do trem
1998 Resident Evil 2 Raccoon City, introdução de Leon S. Kennedy e Claire Redfield
1998 Resident Evil 3 Jill Valentine luta durante e logo após a queda da cidade
Início dos anos 2000 Resident Evil Code: Veronica Intrigas internas ligadas à Umbrella, foco em Chris e Claire
2004 Resident Evil 4 (e remake) Leon na Europa, nova ameaça envolvendo parasitas
2009 Resident Evil 5 Bioterrorismo na África, grandes revelações sobre herdeiros da Umbrella
2012 Resident Evil 6 Ataques globais com armas biológicas, múltiplas campanhas
2017 Resident Evil 7 Novo protagonista Ethan Winters, propriedade dos Baker no sul dos EUA
Início dos anos 2020 Resident Evil Village (8) Ethan em um vilarejo isolado no leste europeu

Tudo indica que Requiem vai se encaixar nessa fase mais recente, em que o foco sai dos experimentos “clássicos” da Umbrella e migra para novos atores e interesses no mercado de armas biológicas. Para quem é fã do Leon, o interesse é ainda mais direto: desde o segundo jogo, ele se tornou um dos personagens mais populares da franquia.

Onde entram os filmes em CGI na história de Resident Evil?

Enquanto os filmes live-action - com nomes como Milla Jovovich - costumam tratar a obra original com bastante liberdade, as produções em CGI tendem a seguir mais de perto a narrativa dos jogos. Normalmente, elas se passam entre capítulos específicos e reaproveitam personagens, organizações e conflitos já estabelecidos nos games.

Na prática, esses longas funcionam como “pontes”: mostram o surgimento de certos grupos bioterroristas ou acompanham o que acontece com alguns protagonistas depois do encerramento de um jogo. Para quem quer entender melhor os bastidores de Leon, Chris ou Claire, ali estão peças importantes que, nos games, às vezes aparecem só por alto.

"Os filmes animados funcionam como cutscenes em longa-metragem: eles fecham buracos de história sem substituir os jogos principais."

Para quem está chegando agora, faz mais sentido concluir primeiro os jogos principais e só depois inserir os filmes em CGI com cuidado. Assim, a linha central fica clara e os filmes entram como contexto extra.

Mangás e romances: material adicional para fãs de lore

Há um lado menos visível - e muito atraente para quem gosta de aprofundar o universo: mangás, romances e graphic novels ligados a Resident Evil. Essas obras costumam explorar personagens secundários, histórias anteriores aos jogos ou perspectivas alternativas sobre eventos conhecidos. Algumas seguem a cronologia dos games de forma rígida; outras preferem caminhos narrativos próprios.

Na linha do tempo “oficial”, nem tudo tem o mesmo peso. Certas publicações são explicitamente canônicas, enquanto outras se encaixam melhor como complementos livres. Quem quiser focar no essencial pode tratar os mangás como bônus: interessantes, mas não obrigatórios para entender Requiem.

Como se preparar de forma prática para Resident Evil: Requiem

Quem tem pouco tempo não precisa recuperar toda a história. Para chegar bem a Requiem, três caminhos costumam ser os mais eficientes:

  • Construir a base: com o remake de Resident Evil 2, dá para entender quem é Leon e por que Raccoon City é tão central.
  • Conhecer a fase moderna: Resident Evil 7 e Village mostram para onde a Capcom levou a série em atmosfera e mecânicas.
  • Complementar online: se faltar tempo para etapas intermediárias como Resident Evil 5 e 6, resumos de história e vídeos longos de lore costumam dar conta do recado.

Já quem quiser mergulhar de verdade pode seguir a cronologia dos jogos principais e, entre um e outro, inserir filmes em CGI e alguns mangás conforme a preferência. O resultado é um retrato mais denso de um mundo em que governos, corporações e grupos terroristas testam armas biológicas - e em que poucos agentes vivem tentando impedir o pior.

Por que Resident Evil se sustenta há décadas

Parte da força da série vem do contraste entre exagero e seriedade. De um lado, há monstros caricatos, diálogos teatrais e chefes espetaculares. Do outro, a franquia cutuca medos bem reais: empresas corruptas, projetos militares secretos, e a perda de controle sobre o próprio corpo.

A cada geração, a Capcom ajusta tom, visual e jogabilidade ao que está em alta. O que começou com câmeras fixas passou para a visão sobre o ombro, depois para a câmera em primeira pessoa, e mais tarde voltou a enquadramentos mais “clássicos”. Assim, a série se renova sem apagar completamente as próprias raízes.

Termos que ajudam a começar (T-Virus, G-Virus, Las Plagas)

Quem entra agora no universo costuma esbarrar rapidamente em nomes como T-Virus, G-Virus e Las Plagas. Em linhas gerais, a letra costuma indicar uma linhagem específica de mutação ou um tipo de agente infeccioso. Cada variação gera criaturas diferentes, capacidades diferentes e riscos diferentes. Nos capítulos mais recentes, várias empresas disputam seus próprios programas de armas biológicas, o que deixa tudo mais confuso - e, ao mesmo tempo, mais rico do ponto de vista narrativo.

Organizações como a BSAA ou a Divisão para a qual Leon trabalha também ganham cada vez mais espaço. Elas representam a tentativa da comunidade internacional de controlar o bioterrorismo - muitas vezes por meios questionáveis, o que naturalmente abre margem para novos conflitos.

O que os fãs podem esperar de Resident Evil: Requiem (Leon S. Kennedy e Grace Ashcroft)

Ainda existem poucos detalhes oficiais, mas o próprio título sugere encerramento - ou, no mínimo, uma grande virada. Para Leon, Requiem pode funcionar como um ponto de ruptura (ou um fechamento provisório) depois de uma longa carreira como agente. Ao mesmo tempo, a chegada de Grace Ashcroft cria espaço para consolidar novos rostos e empurrar a franquia para uma etapa seguinte.

Quem fizer a lição de casa até lá - seja com jogos-chave, com a série principal completa ou com uma combinação de games e filmes - tende a enxergar Requiem não apenas como uma viagem de horror isolada, e sim como mais um capítulo de uma saga que vem sendo escrita sem parar desde 1996.

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