AP – O astronauta da NASA Mike Fincke se identificou na quarta-feira como o tripulante cuja condição médica levou a agência espacial a realizar sua primeira evacuação médica.
Em um comunicado por escrito, o veterano de voos espaciais, de 58 anos, informou que foi ele o membro da tripulação que adoeceu no mês passado a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).
Fincke não detalhou qual foi o problema, mas explicou que seu quadro se estabilizou rapidamente graças ao apoio dos colegas de missão e dos cirurgiões de voo que o acompanharam da Terra.
Segundo ele, atualmente está bem.
“Voar ao espaço é um privilégio extraordinário e, às vezes, isso nos lembra o quanto somos humanos”, afirmou no comunicado.
Missão com a SpaceX e interrupção antecipada
Fincke decolou no último verão do hemisfério norte junto de outros três astronautas em uma missão da SpaceX.
A missão terminou antes do previsto em 15 de janeiro, cerca de uma semana depois de ele passar pelo que descreveu como um “evento médico que exigiu atenção imediata” por parte dos demais astronautas.
A preocupação com a saúde também levou ao cancelamento de uma caminhada espacial que estava programada para Fincke e outro astronauta da NASA.
Após o amerissagem no Oceano Pacífico, os quatro astronautas foram levados a um hospital em San Diego. No dia seguinte, viajaram de volta para Houston.
Ultrassom na ISS e “imagem avançada” fora da estação
Com a identidade do astronauta doente ainda mantida em sigilo, Fincke disse em uma entrevista coletiva, uma semana após o retorno, que o aparelho de ultrassom da estação espacial foi útil durante a crise médica.
Na quarta-feira, ele deu mais detalhes e ressaltou que sua situação não foi uma emergência, mas que todos queriam “aproveitar exames de imagem médica avançados que não estão disponíveis na estação espacial”.
Experiência e histórico do astronauta da NASA Mike Fincke
Fincke, coronel aposentado da Força Aérea dos Estados Unidos, tornou-se astronauta em 1996. Ao longo de quatro missões, acumulou 549 dias no espaço.
Além do preparo físico e técnico, episódios como esse evidenciam como a medicina espacial depende tanto da resposta rápida da tripulação quanto do suporte remoto das equipes em solo. Em missões longas, a capacidade de avaliar sintomas e decidir por procedimentos adicionais - inclusive a realização de exames fora da estação - pode ser determinante para a segurança de todos.
Também chama atenção o impacto operacional de uma intercorrência médica na ISS: além de antecipar o fim de uma missão, ela pode alterar o cronograma de atividades críticas, como caminhadas espaciais, e exigir logística imediata de atendimento ao retornar à Terra, incluindo transferência hospitalar e acompanhamento especializado.
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