Nesta semana na ciência: uma ampla análise de câncer indica que a maior parte dos novos casos poderia ser evitada com mudanças em apenas dois hábitos de vida; um avanço explica por que estatinas podem causar dor muscular; transplantes de fezes de doadores jovens parecem “rejuvenescer” o intestino de camundongos idosos; uma descoberta inesperada aponta para um novo elemento na formação de pedras nos rins; e a NASA adia sua próxima missão tripulada à Lua após vazamentos de combustível.
Um ponto em comum entre vários desses achados é como fatores aparentemente “invisíveis” - como microrganismos, mecanismos celulares e falhas em vedação de sistemas - podem mudar de forma importante o que a ciência acreditava ser simples. Ao mesmo tempo, eles reforçam a distância entre resultados em laboratório e aplicações em humanos: cada avanço precisa de validação, testes adicionais e avaliação de segurança antes de virar orientação prática.
Câncer: a maior parte dos casos evitáveis está ligada a apenas dois hábitos de vida
Uma nova análise da Organização Mundial da Saúde (OMS) associou 38% dos casos de câncer a fatores preveníveis. Entre eles, o tabagismo apareceu como o principal responsável, relacionado a 15% dos casos.
Logo depois de fumar, o hábito de vida modificável com maior impacto foi o consumo de álcool. Ele respondeu por 3,2% de todos os novos casos de câncer - cerca de 700.000 diagnósticos.
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Dor muscular por estatinas, enfim, ganha explicação após décadas
Pesquisadores conseguiram esclarecer um efeito colateral frequente das estatinas: a dor muscular. Segundo os cientistas, o medicamento pode levar íons de cálcio a entrarem rapidamente nas células musculares, desencadeando o problema.
O grupo apontou duas saídas promissoras. A primeira seria redesenhar as estatinas para que não se liguem ao “alvo errado”, mas ainda assim continuem inibindo a produção de colesterol no fígado.
Como alternativa, quando camundongos com intolerância a estatinas foram tratados com Rycal - uma classe experimental de fármacos usada em pacientes com doenças musculares raras - os pesquisadores conseguiram fechar os “portões” de cálcio que estavam vazando e evitar a fraqueza muscular.
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Microbiota intestinal e transplante de fezes: material de doadores jovens reverte queda ligada à idade no intestino de camundongos
Um novo estudo observou que dar a camundongos idosos fezes de camundongos jovens aumentou a atividade de células-tronco no intestino. O resultado foi uma reversão de sinais de piora da saúde intestinal associados ao envelhecimento.
“À medida que envelhecemos, a reposição contínua do tecido intestinal desacelera, o que nos torna mais suscetíveis a condições relacionadas ao intestino”, afirma o biólogo molecular Hartmut Geiger, da Universidade de Ulm, na Alemanha.
“Os nossos achados mostram que uma microbiota mais jovem pode levar o intestino mais velho a se recuperar mais rápido e a funcionar de forma mais parecida com um intestino jovem.”
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Descoberta em pedras nos rins indica que entendíamos errado como elas se formam
Pela primeira vez, bactérias foram encontradas dentro de pedras nos rins, sugerindo que elas possam desempenhar um papel antes desconhecido na formação desses cálculos.
“Esse avanço questiona a suposição de longa data de que essas pedras se desenvolvem apenas por processos químicos e físicos e, em vez disso, mostra que bactérias podem viver dentro das pedras e talvez contribuam ativamente para a formação”, explica a urologista Kymora Scotland, da UCLA.
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Missão tripulada da NASA à Lua é adiada após vazamentos de combustível em ensaio
A NASA adiou o lançamento da Artemis II - sua próxima missão tripulada à Lua - para março, após um vazamento de combustível identificado durante um ensaio geral.
Segundo autoridades, o atraso de cerca de um mês dará tempo para a equipe realizar um novo teste de abastecimento antes de confirmar o sobrevoo lunar com quatro astronautas - três dos Estados Unidos e um do Canadá. Ainda é cedo para dizer quando o ensaio geral da contagem regressiva será repetido.
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Pílula experimental reduz colesterol em até 60% em teste clínico promissor
Em um ensaio clínico de um ano, uma pílula chamada enlicitide demonstrou reduzir o colesterol “ruim” em até 60% em pacientes de alto risco.
A FDA incluiu o medicamento em um programa que promete avaliações ultrarrápidas.
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