Depois de ser punida pela Comissão Europeia em abril, a Meta informou que assumiu o compromisso de oferecer uma alternativa nova aos anúncios personalizados no Facebook e no Instagram para os usuários da União Europeia.
O impasse entre a empresa e o bloco europeu sobre a forma como a publicidade funciona nessas redes sociais parece estar perto de um desfecho. Para lembrar, a Meta havia criado para os europeus um modelo de negócio apelidado de “Consentir ou Pagar”, que dava ao usuário duas escolhas: permitir o uso de dados pessoais para anúncios direcionados ou pagar uma assinatura. Em outras palavras, quem quisesse evitar esse tratamento dos próprios dados teria de desembolsar um valor mensal.
Em abril de 2025, porém, Bruxelas concluiu que esse modelo não atendia às exigências da Lei dos Mercados Digitais e aplicou uma multa de 200 milhões de euros à companhia. Agora, em um comunicado divulgado nesta semana, a Comissão Europeia afirma que, após diálogo entre as partes, a Meta se comprometeu a oferecer aos usuários da União Europeia uma alternativa que vai possibilitar anúncios menos personalizados no Facebook e no Instagram.
Meta, Facebook e Instagram: uma novidade para os usuários europeus
“É a primeira vez que uma escolha desse tipo é oferecida nas redes sociais da Meta. A Meta dará aos usuários a opção de: consentir em compartilhar todos os seus dados e ver anúncios totalmente personalizados, ou optar por compartilhar menos dados pessoais para ter uma experiência com anúncios personalizados mais limitada”, informou a Comissão Europeia.
Por enquanto, ainda não foram divulgados todos os detalhes dessa nova solução, que deverá permitir à Meta continuar veiculando publicidade e, ao mesmo tempo, manter conformidade com a Lei dos Mercados Digitais. Segundo a Comissão Europeia, essas novas opções serão apresentadas pela empresa aos usuários da União Europeia em janeiro de 2026.
A mudança também pode representar um marco importante na relação entre grandes plataformas digitais e regras de proteção ao consumidor na Europa. Na prática, o novo formato tende a ampliar a transparência sobre como os dados são usados na segmentação de anúncios, além de dar mais margem de escolha a quem prefere limitar esse compartilhamento.
“Tomamos conhecimento da declaração da Comissão Europeia. Os anúncios personalizados são essenciais para a economia europeia”, disse um representante da Meta, segundo o Financial Times.
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