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Furto de combustível volta a crescer com a crise energética

Homem usando ferramenta para manutenção em tanque de combustível em posto de gasolina.

Práticas desse tipo têm se tornado mais frequentes em meio à crise energética.

A guerra no Irã fez os preços nas bombas dispararem na França. Nesse cenário economicamente e socialmente explosivo, observa-se o retorno de um fenômeno tristemente conhecido por profissionais do setor e pelas forças de segurança: o furto de combustível.

É difícil calcular a dimensão exata do problema, mas vários serviços de gendarmaria do norte e do sul da França já emitiram alertas em suas páginas no Facebook. Eles explicam que os furtos costumam ser rápidos e organizados, sobretudo em áreas isoladas ou em períodos de alta dos preços.

Como explica o portal RMC Conso, infelizmente pode ser bastante tentador para pessoas mal-intencionadas drenar um tanque ao introduzir uma mangueira no bocal de abastecimento. Há até kits vendidos na internet, o que torna essa prática tão danosa e incômoda acessível aos ladrões.

Furto de combustível: quem é mais visado e como se proteger

Segundo os nossos colegas de imprensa, profissionais como agricultores e transportadoras rodoviárias estão entre os principais alvos. E isso tem explicação: alguns caminhões têm tanques com várias centenas de litros, o que torna a operação lucrativa.

Ainda assim, alguns particulares também podem ser alvo dessas ações, mesmo com as proteções reforçadas adotadas pelos fabricantes em modelos lançados depois de 2010, informa a RMC Conso. É o caso de válvulas de retenção no bocal do tanque ou do travamento reforçado das tampas de combustível.

Nenhum veículo, porém, está totalmente imune. Por isso, as forças de segurança recomendam reforçar a proteção com tampas antifurto ou dispositivos antissifonagem. Proteções como placas metálicas ou tanques reforçados também podem ajudar.

Sempre que possível, o ideal é optar por estacionamentos fechados, iluminados e com vigilância, além de posicionar os veículos de forma a dificultar o acesso. No caso de empresas, o uso de sistemas de GPS e telemetria permite acompanhar os veículos e o consumo, o que ajuda a identificar qualquer anomalia. Também vale proteger os cartões de abastecimento, limitar sua utilização e monitorar de perto os volumes consumidos.

Outro cuidado importante é orientar motoristas e equipes para que verifiquem sinais de violação, como tampa forçada, cheiro de combustível ou queda inexplicável no nível do tanque. Em caso de suspeita, o mais prudente é registrar ocorrência imediatamente e evitar manipular o veículo até a chegada das autoridades.

Você já conhecia esse tipo de furto ou já passou por uma situação assim? Sinta-se à vontade para contar seu relato nos comentários.

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