A Samsung estaria desenvolvendo uma função para seus smartphones capaz de mostrar ao usuário o quanto ele está exposto à poluição sonora. Esse tipo de ferramenta pode ser bastante relevante, já que, segundo a Agência Europeia do Ambiente, 113 milhões de pessoas na Europa convivem, no longo prazo, com níveis de ruído acima de 55 decibéis por causa do trânsito.
Hoje, praticamente todas as marcas incluem em seus smartphones e relógios inteligentes recursos de saúde. Até agora, porém, o setor tem dado mais atenção à atividade física e ao monitoramento de indicadores como sono, frequência cardíaca e estresse. Ainda assim, a poluição sonora, que afeta milhões de pessoas e representa um risco real, continua recebendo pouca atenção. A boa notícia é que a Samsung parece estar trabalhando justamente em uma função para ajudar a proteger seus usuários contra esse problema.
Até o momento, não houve anúncio oficial. No entanto, ao vasculhar o aplicativo Samsung Health, repórteres do Android Authority teriam encontrado esse recurso em desenvolvimento. Em linhas gerais, a nova função produziria um relatório diário sobre os ruídos aos quais o usuário foi exposto. Além disso, para ampliar a proteção, o aplicativo também permitiria definir um limite que acionaria um alerta de ruído excessivo sempre que fosse ultrapassado.
Poluição sonora e Samsung: recurso pode alertar milhões de usuários
Por enquanto, ainda não há informação sobre quando essa novidade será oficializada pela Samsung. Mesmo assim, trata-se de uma ferramenta que pode ser muito útil, considerando que a poluição sonora ameaça a saúde auditiva de milhões de pessoas. Em 2022, por exemplo, a Agência Europeia do Ambiente informou que 113 milhões de europeus ficam expostos, por longos períodos, a níveis de ruído superiores a 55 decibéis por causa do trânsito. Outros 22 milhões estariam sujeitos a barulhos intensos provocados por trens, 4 milhões por aviões e menos de 1 milhão por atividades industriais.
De acordo com a agência, mesmo quando esses sons e esses níveis já fazem parte da rotina e parecem “normais”, eles continuam afetando a saúde. A AEA estima que a exposição prolongada ao ruído provoca 12 mil mortes prematuras por ano na Europa. A entidade também calcula que esse cenário contribui para o surgimento de 48 mil novos casos anuais de doenças cardíacas isquêmicas.
Se o objetivo não for eliminar a fonte do barulho, um recurso como esse pode ao menos ajudar o usuário a entender melhor o grau de exposição ao qual está submetido. Com esse tipo de dado, fica mais fácil perceber, por exemplo, quando o trajeto diário, o ambiente de trabalho ou o uso frequente de transporte público está ultrapassando limites que merecem atenção.
Além disso, um aviso em tempo real pode incentivar hábitos mais seguros, como reduzir o volume dos fones, fazer pausas em ambientes muito ruidosos e buscar estratégias para diminuir o desgaste auditivo ao longo do dia. Em aparelhos integrados a outros serviços de saúde, esse acompanhamento também pode ser combinado com métricas de bem-estar para oferecer uma visão mais completa sobre os impactos do ambiente na rotina.
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