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O iPhone “revolucionário” fracassa, até mesmo no mercado de usados.

Jovem sentado à mesa com laptop aberto, olhando preocupado para celular em ambiente interno com plantas.

O iPhone Air não está a vender no mesmo ritmo que os modelos da linha iPhone 17. E, segundo um levantamento da SellCell, a sua cotação está a cair de forma acentuada no mercado de smartphones de segunda mão.

2025 pode ser um grande ano para a Apple - puxado pelo iPhone 17

As expectativas para 2025 seguem bastante positivas para a Apple. De acordo com projeções da Counterpoint Research, a empresa de Cupertino tem chances de assumir a liderança global do mercado de smartphones, à frente da Samsung. Já a IDC aponta que a Apple pode alcançar um volume recorde de iPhones enviados neste ano.

Esse cenário é sustentado sobretudo pela procura elevada pelos modelos iPhone 17, iPhone 17 Pro e iPhone 17 Pro Max, que continuam a concentrar o interesse do público. Em contrapartida, o iPhone Air - que a própria Apple apresentou como um iPhone “revolucionário” - não tem gerado a mesma adesão.

Análises independentes já indicavam que o desempenho comercial do iPhone Air estava abaixo do esperado. Além disso, rumores no setor sugerem que a Apple teria revisto o planeamento de produção e reduzido encomendas do iPhone Air junto a fornecedores.

iPhone Air no mercado de usados: queda de valor acima do normal, diz a SellCell

No mercado de segunda mão, o comportamento do iPhone Air chama ainda mais atenção. Um estudo da SellCell, plataforma especializada em revenda e acompanhamento de preços no mercado de usados, aponta que este modelo tem desvalorizado a uma velocidade pouco comum para um produto da Apple.

Segundo a SellCell, ao longo de várias análises comparativas, o iPhone Air aparece como o modelo com pior desempenho de retenção de valor: perdeu 47,7% do preço em 10 semanas. Para efeito de comparação, a desvalorização média da série iPhone 17 (considerando o conjunto de modelos) foi de 34,6% após 10 semanas.

A plataforma resume o momento do aparelho como um cenário de incerteza para quem compra e para quem vende:

“O Air continua a ser uma incógnita tanto para compradores quanto para vendedores. A desaceleração das vendas, a incerteza sobre a sua durabilidade no longo prazo e as dúvidas que surgem nos mercados de reparo e recondicionamento sobre peças, custos de conserto e o design ultrafino parecem estar a pesar no seu valor de revenda”, escreve a SellCell no relatório.

O que pode estar por trás da desvalorização do iPhone Air

Embora o estudo destaque números, a leitura do mercado ajuda a explicar por que a revenda do iPhone Air pode estar mais pressionada do que o habitual:

  • Procura mais fraca no varejo, o que reduz a liquidez na revenda.
  • Percepção de risco sobre durabilidade, especialmente por conta do formato ultrafino.
  • Dúvidas sobre reparos e recondicionamento, incluindo disponibilidade de peças, preço do conserto e a complexidade do projeto.

No Brasil, onde o mercado de usados é muito sensível a custo de manutenção e facilidade de assistência técnica, qualquer sinal de “aparelho difícil de reparar” tende a impactar mais rapidamente o preço praticado em revenda - mesmo quando se trata de um iPhone.

Mesmo com vendas abaixo, o iPhone Air pode servir como laboratório para a Apple

Alguns analistas defendem que, ainda que o iPhone Air esteja longe de ser um sucesso em volume, a Apple pode extrair ganhos por outras vias. Um deles seria o efeito de marketing: lançar um modelo fora do padrão tradicional ajuda a manter a marca no centro das discussões.

O ponto principal, porém, é estratégico: o iPhone Air funcionaria como um campo de testes para novas soluções de engenharia e design. Nesse sentido, há indicações de que o futuro iPhone dobrável, previsto para chegar em 2026, pode herdar elementos do conceito e da linguagem de design experimentados no iPhone Air.

Sinal do mercado: público ainda prefere recursos a um design ultrafino

O desempenho fraco do iPhone Air sugere que, por enquanto, o consumidor médio tem interesse limitado em modelos ultrafinos, optando por aparelhos que podem até ser menos elegantes, mas entregam mais funcionalidades percebidas no dia a dia.

Há também rumores de bastidores de que concorrentes da Apple - que esperavam um “efeito iPhone Air” capaz de puxar a tendência - já teriam cancelado projetos de smartphones ultrafinos que estavam em desenvolvimento, ao perceberem que a procura real pode não justificar o investimento.

Como isso afeta quem compra e quem vende iPhone no Brasil

Para quem pensa em comprar um iPhone visando revenda futura, a diferença de desvalorização entre o iPhone Air e a linha iPhone 17 reforça um ponto importante: liquidez e previsibilidade contam tanto quanto especificações. Modelos com maior procura costumam manter preço por mais tempo e vendem mais rápido.

Já para quem quer aproveitar oportunidades, uma queda rápida pode tornar o iPhone Air mais atraente no mercado de usados - desde que o comprador avalie com atenção fatores como estado do aparelho, histórico de manutenção e custo de reparo em caso de dano, especialmente por se tratar de um design ultrafino.

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