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Adeus cartão, crachá e chave! Esta marca quer substituir tudo por um anel.

Mulher em traje formal usando impressão digital para acesso em entrada de prédio moderno.

A Oura, empresa conhecida por seus anéis conectados, estuda adicionar uma página NFC às próximas gerações do produto. Na prática, isso abriria caminho para que o anel assumisse tarefas do dia a dia que hoje dependem de itens como cartões bancários, chaves e crachás.

Mesmo com a entrada de novos concorrentes no segmento (incluindo a Samsung), a Oura segue em boa fase. Até aqui, a marca concentrou esforços principalmente no acompanhamento de saúde, mas agora avalia tornar o anel mais útil fora do contexto de bem-estar, com funções como pagamento e verificação de identidade.

Oura e NFC: o anel conectado que pode substituir cartões, chaves e crachás

A possibilidade foi mencionada pelo CEO da Oura, Tom Hale, em conversa com o Business Insider durante o Web Summit, em Lisboa. Por enquanto, a empresa não apresentou um cronograma definido para a novidade. Hale também reconheceu que, embora o NFC consuma pouca energia, colocar esse componente dentro de um anel conectado ainda é um desafio de engenharia.

O anel conectado que vai “esvaziar” nossos bolsos?

Além de pagamentos por aproximação, Tom Hale vê o anel conectado como uma alternativa forte para comprovação de identidade. A ideia é que ele possa ser usado em ambientes com controle de acesso - por exemplo, para confirmar a identidade em áreas restritas de empresas - e até para desbloquear dispositivos.

Segundo o executivo, trata-se de um acessório biométrico vestível capaz de identificar o usuário. Vale lembrar que recursos desse tipo já existem em relógios inteligentes. Ainda assim, o anel conectado tem um diferencial importante: o formato discreto, fácil de usar sem chamar atenção.

Esse perfil também agrada quem prefere usar um relógio tradicional, mas não quer abrir mão de algumas funções conectadas - especialmente as relacionadas ao monitoramento de saúde, que continua sendo um dos pilares do produto.

Segurança, privacidade e uso no dia a dia

Se a Oura avançar com o NFC, um ponto central será a segurança: pagamentos e identificação exigem proteção forte contra clonagem, fraudes e tentativas de uso indevido. Para o público no Brasil, também conta a transparência sobre como dados biométricos e informações de uso seriam tratados e armazenados, considerando boas práticas de privacidade e conformidade com a LGPD.

Outro fator decisivo será a compatibilidade com o ecossistema: para virar “substituto” real de cartão e chave, o anel precisará funcionar de forma confiável com terminais de pagamento por aproximação e com sistemas de controle de acesso já instalados em empresas, academias e condomínios, além de oferecer uma configuração simples no celular.

A Oura continua em alta

De acordo com o Business Insider, as vendas de produtos e serviços da Oura continuam crescendo. A empresa estaria no caminho para ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em receita em 2025.

A avaliação de mercado também segue avançando. Em outubro, a Oura captou US$ 900 milhões, alcançando uma valorização de US$ 11 bilhões.

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