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Constelação Leo da Amazon, rival da Starlink, deve entrar em operação em meados de 2026

Jovem em telhado controla drone com controle, ao lado de notebook e miniatura de satélite.

A constelação Leo da Amazon, concorrente direta da Starlink, está agora prevista para começar a funcionar em meados de 2026. Quando estiver plenamente ativa, ela promete oferecer três vantagens centrais em relação a serviços semelhantes.

Há vários anos a Amazon desenvolve a Leo com o objetivo de disponibilizar um serviço de internet via satélite, nos mesmos moldes da Starlink. Embora a previsão inicial fosse iniciar a operação no começo deste ano, o CEO da empresa reconheceu oficialmente que a estreia foi adiada. Em carta enviada aos acionistas, Andy Jassy informou que o lançamento da Amazon Leo passou para meados de 2026.

A carta não detalha o motivo do atraso, mas a explicação mais provável é a limitação na quantidade de lançamentos disponíveis, um problema que a companhia vem enfrentando. Como já foi mostrado em um artigo anterior, a Amazon está fabricando mais satélites do que consegue colocar em órbita. Ainda assim, a gigante do comércio eletrônico já adotou medidas para acelerar o ritmo das missões.

Amazon Leo: 3 vantagens principais da nova constelação da Amazon

Depois que a Amazon Leo começar oficialmente a operar, a constelação rival da Starlink deverá se destacar em três frentes principais. Na carta aos acionistas, Andy Jassy afirmou que o serviço terá desempenho superior ao das alternativas hoje disponíveis ao consumidor. Segundo ele, a conexão deve ser “de seis a oito vezes mais rápida no envio e duas vezes mais rápida no recebimento”.

O segundo diferencial será o valor cobrado. De acordo com o executivo, esse nível de desempenho será oferecido por um preço menor do que o das opções concorrentes. Já o terceiro ponto destacado por Jassy é a integração com os serviços de nuvem da própria companhia, o que deve tornar o fluxo de dados mais ágil.

“A Leo se integrará de forma transparente ao AWS para permitir que empresas e órgãos públicos troquem dados para armazenamento, análise e inteligência artificial”, escreveu ele.

Além do ganho de velocidade e do apelo de preço, essa ligação com a infraestrutura de nuvem da Amazon pode ser especialmente relevante para empresas que dependem de processamento contínuo e transferência segura de informações. Em setores como logística, energia, transporte e administração pública, essa combinação tende a facilitar operações em áreas com conectividade limitada ou instável.

Amazon Leo: ainda sem lançamento, mas já com clientes

Mesmo antes de entrar em serviço, a constelação já desperta interesse comercial. Um dos exemplos é a companhia aérea Delta Airlines, que pretende conectar 500 aviões à Amazon Leo até 2028. A concorrente da Starlink também firmou acordos com operadoras, como AT&T e Vodafone.

Na prática, a Leo deve se tornar uma concorrente importante para a Starlink assim que sua rede de satélites estiver completamente implantada. Por enquanto, porém, a Amazon superou a marca de 200 satélites em órbita, enquanto sua meta é operar mais de 3.000 na primeira constelação.

Para viabilizar esses lançamentos, a empresa reservou missões com diferentes parceiros, entre eles SpaceX e Arianespace. Inclusive, um novo lançamento de satélites da Amazon pela Arianespace já está em preparação.

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