Recentemente, a Marinha dos Estados Unidos informou a perda de um de seus drones MQ-4C Triton durante operações no Golfo Pérsico, segundo um relatório oficial publicado dias depois do incidente. O episódio envolveu a Marinha, os Estados Unidos, o sistema não tripulado MQ-4C Triton e uma operação realizada no Golfo Pérsico, na qual a aeronave desapareceu após reportar uma emergência em voo.
De acordo com o relatório Mishap Summaries, do Naval Safety Command, o evento ocorreu em 9 de abril de 2026, embora a confirmação oficial tenha sido feita em 14 de abril. O documento classifica o caso como um incidente Classe A e afirma: “9 Apr 2026 (Location Withheld – OPSEC) MQ-4C crashed, no injury to personnel”, confirmando assim a perda total do sistema aéreo não tripulado.
O veículo aéreo não tripulado MQ-4C Triton da Marinha dos EUA havia sumido dos sistemas de rastreamento de voos enquanto sobrevoava o Golfo Pérsico. Antes da perda de contato, a aeronave enviou o código transponder 7400, sinal que indica perda do enlace de comunicação com o operador remoto, e depois desceu de sua altitude de cruzeiro de 52 mil pés para cerca de 9.500 pés, momento em que o sinal foi perdido.
Na fase final do incidente, o sistema teria mudado para o código 7700, correspondente a uma emergência geral, indicando uma degradação crítica da situação a bordo. A descida, que durou menos de 15 minutos, começou perto da costa da Arábia Saudita, enquanto, em seus momentos finais, o drone parecia seguir em direção ao Irã, embora o ponto exato do impacto ainda não tenha sido confirmado.
As causas do incidente ainda não foram determinadas, embora se presuma que uma investigação já esteja em andamento. Entre as hipóteses consideradas estão uma possível falha de equipamento, especialmente no sistema de comunicações, ou, com menor probabilidade, interferência externa ou ações de guerra eletrônica que possam ter afetado o controle da aeronave.
Quanto às medidas seguintes, não foi informado se a Marinha dos EUA pretende recuperar os destroços do MQ-4C Triton ou se ações nesse sentido já começaram. No entanto, qualquer tentativa de recuperação pode exigir tarefas prévias de desminagem para garantir a segurança das unidades navais, em um contexto em que o Irã pode ter minado o Estreito de Ormuz, o que acrescenta ainda mais complexidade operacional à situação.
Imagens meramente ilustrativas.
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