Drones FPV nas Ilhas Malvinas: o adestramento britânico com o 4 PARA
Exercício Cape Upholder e o emprego de drones FPV
As forças britânicas destacadas nas Ilhas Malvinas passaram a empregar drones FPV em seus adestramentos mais recentes, algo que chama atenção pelo uso desse tipo de sistema, bastante difundido em outras regiões. A partir de uma série de imagens divulgadas nas redes sociais, foi possível observar integrantes do Regimento de Paraquedistas utilizando veículos aéreos não tripulados do tipo FPV em seu adestramento final.
De acordo com o que foi informado pelas forças britânicas nas ilhas do Atlântico Sul, o uso dos drones FPV ocorreu no contexto do exercício Cape Upholder, atividade da qual participaram militares do 4.º Batalhão do Regimento de Paraquedistas (4 PARA). “…Esta fase final reunió resistencia, trabajo en equipo y adaptabilidad, características distintivas de los altos estándares que han mantenido durante su despliegue…”, detalhou a força de ocupação britânica em sua publicação nas redes sociais.
Na imagem, é possível identificar um drone FPV semelhante aos que vêm sendo usados no conflito da Ucrânia, já que não se trata de uma versão comercial, mas da configuração clássica adotada por veículos aéreos não tripulados montados conforme a necessidade do usuário: carcaça, motores, baterias, antenas e outros componentes.
Embora a fotografia não esteja completamente nítida, dá para perceber, na parte inferior do drone FPV britânico, o que aparenta ser uma carga, que poderia corresponder a um projétil lançável ou a um projétil do tipo HEAT. Esse tipo de configuração, principalmente a variante “kamikaze”, está entre as mais comuns no conflito ucraniano.
Depois das experiências acumuladas na Ucrânia e, em menor escala, no Oriente Médio, a entrada em serviço e o emprego de drones FPV não deveriam causar surpresa. Ainda assim, muitas Forças Armadas têm demonstrado uma lentidão excessiva para adotar um sistema utilizado diariamente pelas forças da Ucrânia e da Rússia, com resultados amplamente comprovados.
Em geral, esse nicho costuma ser ocupado por projetos propostos por diversos fabricantes, o que tende a elevar os custos de aquisição por se tratar de sistemas complexos, mas com capacidades limitadas pela falta de experiência. Os campos de batalha ucranianos já mostraram, mais de uma vez, o fracasso de sistemas classificados como revolucionários ou altamente tecnificados.
As Forças Armadas da Ucrânia e da Rússia vêm demonstrando que soluções mais econômicas, como os drones FPV, se tornaram ferramentas vitais no campo de batalha moderno. Algo que as forças britânicas nas Malvinas parecem ter levado em consideração ao incorporá-los como material de dotação.
Imagem de capa: BFSAI – CPL Welson
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