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O experimento ATLAS impôs novas restrições rigorosas aos parâmetros da supersimetria.

Homem jovem usando óculos trabalha analisando dados coloridos em tela de computador em escritório com outras pessoas ao fundo

Os resultados reduziram de forma significativa a busca por novas partículas além do Modelo Padrão

A colaboração ATLAS, no Grande Colisor de Hádrons (LHC), divulgou novos resultados da procura por partículas previstas pela supersimetria (SUSY). Com base na análise dos dados coletados durante a segunda e a terceira fases de operação do acelerador, foram definidos os limites mais rigorosos até agora para os parâmetros da supersimetria.

No estudo, foram examinados diferentes cenários de extensão do Modelo Padrão, entre eles o modelo supersimétrico mínimo (MSSM) e outras alternativas. A atenção ficou especialmente voltada para a busca dos parceiros dos glúons (gluínos) e dos quarks (esquarks), além do neutralino - um candidato à matéria escura.

A análise cobriu uma ampla faixa de energias e de eventos, incluindo casos com vários léptons, jatos e energia “desaparecida”. Para tratar os dados, foram empregados métodos modernos de aprendizado de máquina e de estatística, o que aumentou a sensibilidade a processos raros.

Os resultados indicaram que não foram encontradas desvios estatisticamente significativos em relação ao Modelo Padrão. Foram estabelecidos novos limites inferiores para as massas dos gluínos (até 2,6 TeV) e dos esquarks (até 1,7 TeV), dependendo do cenário de decaimento. Para o neutralino e outros candidatos à matéria escura, também foram obtidas restrições mais severas.

Esses dados estreitam o espaço de parâmetros dos modelos de supersimetria e definem novos referenciais para buscas futuras. O trabalho da ATLAS confirma a alta precisão do experimento.

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