Agora o drone Guardian com Starlink depende menos da infraestrutura em terra
A empresa norte-americana BRINC anunciou o novo drone Guardian, cuja principal novidade é um recetor Starlink integrado. Com a ligação via satélite, o equipamento fica menos dependente de redes e estruturas terrestres e consegue operar mais longe do operador.
Segundo a fabricante, o Guardian pode atuar a uma distância de até cerca de 13 km do operador. A BRINC ressalta que, com isso, o alcance passa a ser limitado sobretudo pela carga da bateria, e não pela perda do sinal de controlo.
Um dos destaques do modelo é o sistema de substituição automática da bateria. Na prática, isso ajuda o drone a voltar ao serviço mais rapidamente, sem precisar ficar parado para uma recarga completa, que normalmente leva cerca de 25 minutos.
O Guardian também foi projetado para receber diferentes cargas úteis. Dependendo da missão, ele pode transportar desfibriladores, equipamentos de resgate aquático e outros itens destinados a serviços públicos e equipas de salvamento.
No conjunto de sensores, o drone traz uma câmara integrada com gravação em 4K e zoom de até 640x. De acordo com a BRINC, esse conjunto permite localizar pessoas a partir de uma altitude superior a 300 metros. Para operações noturnas, há o holofote SkyBeam com brilho de 1000 lúmens.
A BRINC afirma que o Guardian não é indicado apenas para ações de resgate e atendimentos médicos, mas também para uso policial. A configuração inclui duas câmaras HD com termovisor e zoom, um telemetro a laser, além de um altifalante e uma sirene que, segundo a empresa, é três vezes mais alta do que a sirene de um carro de polícia.
A empresa acrescenta que, isoladamente, nenhuma dessas tecnologias é inédita; a diferença é que o Guardian reúne tudo num drone compacto, pensado especificamente para serviços civis. Para a BRINC, essa combinação oferece às equipas de emergência recursos que antes, em grande parte, estavam disponíveis apenas com o uso de helicópteros caros.
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