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Fragata **HS Kimon** (F-601) chega à Grécia e inaugura a nova fase das FDI HN da Marinha Helênica

Navio de guerra HS Kimon F 601 chegando ao porto com tripulação observando na beira da água.

A fragata HS Kimon (F-601), primeira unidade da nova classe FDI HN construída pela Naval Group para a Marinha Helênica, atracou na Grécia em 15 de janeiro, assinalando um avanço relevante no amplo plano de modernização dos meios de superfície do país. Conhecida internamente como classe Belharra, a embarcação completou a travessia a partir da França, onde foi fabricada e passou pelas etapas finais de preparação, verificação e testes.

A chegada da Kimon ocorreu poucas semanas após a Marinha Helênica receber formalmente o navio, em dezembro, durante uma cerimónia realizada em território francês. Com a unidade já em águas gregas, inicia-se agora um ciclo de atividades pós-entrega, que abrange avaliações operacionais, ajustes finais de sistemas e a integração gradual da fragata na estrutura de emprego e prontidão da força naval.

Capacidades da classe FDI HN (Belharra): sensores, combate e mísseis

Concebida como uma fragata multipropósito de última geração, a FDI HN reúne recursos avançados para defesa aérea, guerra antissuperfície e guerra antissubmarino, posicionando-se como um dos principais vetores de combate da Marinha Helênica. Entre os equipamentos mais relevantes destacam-se o radar Sea Fire com tecnologia AESA, o sistema de combate SETIS, os mísseis antiaéreos Aster 30, os mísseis antinavio Exocet, além de um conjunto abrangente de sensores e sistemas de guerra eletrónica, projetados para atuação em cenários de elevada contestação.

Importância no Mediterrâneo Oriental e interoperabilidade com a OTAN

No atual quadro estratégico do Mediterrâneo Oriental, a chegada da HS Kimon ganha peso adicional, já que a Grécia procura ampliar a sua capacidade de dissuasão e controlo marítimo perante um ambiente regional cada vez mais exigente. Nesse contexto, a incorporação das fragatas FDI representa uma melhoria qualitativa em relação a plataformas mais antigas, permitindo à Marinha Helênica operar com níveis superiores de interoperabilidade ao lado de forças aliadas e em estruturas como a OTAN.

Além do ganho direto em combate, a introdução de uma nova classe também tende a elevar o padrão de doutrina e procedimentos. A adaptação a sensores modernos, a uma arquitetura de missão mais digitalizada e a rotinas de operação orientadas por dados costuma influenciar desde o planeamento tático até a forma de conduzir exercícios combinados, o que favorece a integração em operações multinacionais.

Próximas etapas: atividades pós-entrega, formação e consolidação do programa

Com o navio já entregue e em processo de integração, a fase seguinte concentra-se em consolidar a prontidão: calibrações, validações, correções finas e certificações operacionais. Em paralelo, é comum que haja um reforço do ciclo de formação de tripulação, com ênfase na operação do radar Sea Fire (AESA), no emprego do SETIS e na coordenação entre sensores, armamentos e recursos de guerra eletrónica, garantindo que a fragata atinja o patamar esperado de disponibilidade e desempenho.

Vale lembrar que o programa FDI HN prevê a incorporação de pelo menos três fragatas desse tipo, com opção para uma quarta unidade adicional - cuja construção foi confirmada por Atenas no final de 2025. Essa decisão fortaleceu a parceria estratégica entre a Grécia e a Naval Group e garantiu a continuidade do programa para além das três primeiras unidades originalmente contratadas, sustentando uma renovação mais ampla e consistente da frota de superfície da Marinha Helênica.

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