No que depender de Wall Street, a trégua no Irã chegou na hora certa. O fim das hostilidades provocou uma forte alta na quarta-feira, 8 de abril, e as maiores fortunas do planeta tiveram o melhor dia em um ano, segundo a revista Fortune.
De acordo com o principal índice da Bloomberg sobre o tema, esses bilionários recuperaram nada menos que US$ 265 bilhões em apenas 24 horas, impulsionados pelas altas de 2,85% do Dow Jones e de 2,51% do S&P 500. Para ter uma ideia do tamanho desse valor, ele equivale ao PIB anual de um país como a Grécia.
Cessar-fogo no Irã: Elon Musk foi quem mais perdeu
Entre os grandes vencedores do dia está o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, que acrescentou US$ 12,8 bilhões ao patrimônio pessoal depois da valorização de 6,5% das ações da empresa. Já o francês Bernard Arnault acumulou US$ 9,89 bilhões, informa o veículo especializado.
O único a encerrar a quarta-feira de mau humor foi Elon Musk, que viu sua fortuna encolher em US$ 3 bilhões com a queda das ações da Tesla. Os colegas de imprensa também relativizam esses números ao lembrar que as 500 pessoas mais ricas do mundo acumulam uma perda conjunta de US$ 38,8 bilhões desde o início do ano.
Para o investidor comum, o cessar-fogo também soa como uma notícia positiva, embora em uma escala muito menor. Em artigo anterior, falamos da queda nos preços dos combustíveis nas bombas. Ouvido pela RMC, Francis Pousse, presidente da área de postos de combustíveis e novas energias da Mobilians, explicou o movimento:
De um lado, temos a cotação do barril e, depois, em Roterdã, temos o preço do produto acabado. No caso do diesel, de fato, vimos uma queda de quase US$ 300 por tonelada em dois dias, mas, infelizmente, já recuperamos US$ 100. Então, devemos ter reduções de 5 a 10 centavos, mas com a condição de que esse famoso Platts diesel, o índice de referência no mercado atacadista, se mantenha.
A baixa acaba sendo bastante limitada quando se leva em conta que o preço do litro do diesel subiu mais de 50 centavos em algumas redes. Mais detalhes sobre esse assunto estão no nosso artigo anterior aqui.
Em situações como essa, o mercado costuma reagir primeiro à redução da tensão geopolítica e só depois incorpora os efeitos práticos no dia a dia. Isso significa que a desaceleração do conflito pode aliviar a volatilidade em bolsas e commodities, mas o repasse para o consumidor geralmente é mais lento e desigual.
Outro ponto importante é que oscilações no preço do petróleo influenciam não apenas os combustíveis, mas também o custo do transporte, da indústria e de diversos produtos básicos. Por isso, mesmo quando a trégua traz alívio imediato aos investidores, o impacto real para as famílias costuma depender de quanto tempo essa estabilidade vai durar.
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