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Arcom quer acelerar o bloqueio automático contra pirataria e IPTV ilegal na França

Pessoa jogando videogame na sala com roteador e smartphone sobre a mesa, TV ao fundo exibindo jogo de futebol.

Pirataria audiovisual, IPTV ilegal e bloqueio automático: a resposta da Arcom

A autoridade administrativa considera urgente reagir diante da dimensão da pirataria.

Na segunda-feira, 1º de dezembro, a Arcom entregou um relatório contundente à Assembleia Nacional. O órgão, responsável entre outras atribuições pelo combate à pirataria audiovisual, avalia que é prioridade colocar em prática novas ferramentas para enfrentar um fenômeno que, em 2023, provocou uma perda estimada de 1,5 bilhão de euros para os detentores de direitos.

Citado pelo jornal L’Équipe, o regulador defende, antes de tudo, uma evolução das ações por meio de procedimentos administrativos simplificados, da participação intensa de agentes voluntários e do fortalecimento dos poderes da própria Arcom.

Como os mecanismos atuais seriam, segundo a autoridade, insuficientes, a proposta apresentada é ambiciosa: uma automação parcial dos sistemas de bloqueio, especialmente no caso das transmissões esportivas ao vivo. Com isso, poderia ser implantado sob sua supervisão um mecanismo de bloqueio em tempo real, nem sempre dependendo de intervenção humana.

A Arcom também deseja a criação de infrações penais voltadas aos responsáveis por sites que retransmitem conteúdos esportivos de forma ilegal. Para sustentar essas propostas, o presidente do órgão, Martin Ajdari, será ouvido nesta quarta-feira, 3 de dezembro, pela comissão de assuntos culturais da Assembleia Nacional.

A pirataria cresce na França

O combate está longe de terminar, e estudos recentes mostram que as IPTV e os serviços ilegais seguem extremamente populares. Na França, uma pesquisa divulgada recentemente indica que o país pode ultrapassar a marca impressionante de 9 milhões de assinaturas de IPTV até o fim do ano.

Especialistas alertam que o problema não se limita ao impacto financeiro. A pirataria também enfraquece a cadeia legal de produção e distribuição, reduz investimentos em conteúdo e pressiona ainda mais setores como o esportivo, que dependem fortemente das receitas de direitos de transmissão. Ao mesmo tempo, o uso desses serviços costuma expor o público a riscos de segurança digital, como golpes, coleta indevida de dados e malwares.

Philippe Dewost, especialista técnico do estudo, observou recentemente:

A pergunta que podemos fazer é: o que os franceses fazem em comparação com seus equivalentes italianos, espanhóis ou ingleses, que enfrentam exatamente o mesmo problema? Nesses países, os radiodifusores encararam o tema com firmeza e trabalham, evidentemente, com as autoridades para que exista um marco legal que lhes permita avançar. Mas eles assumem a própria segurança e não dependem apenas de reguladores do tipo da Arcom na França para fazer o trabalho.

Mais informações sobre esse assunto no nosso artigo anterior aqui. O que você acha de medidas cada vez mais rígidas para combater as IPTV ilegais? Conte para nós nos comentários.

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