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Smart Signature Krys: os primeiros óculos conectados da Krys chegam para os esportistas com preço agressivo

Homem asiático correndo sem camisa à beira de um rio com ciclistas ao fundo na cidade.

A Krys apresentou sua primeira aposta em óculos conectados: os Smart Signature Krys. Pensados especialmente para o público esportivo, os modelos chegam com uma proposta clara de chamar atenção também pelo valor.

Os óculos conectados são uma das maiores tendências do momento. Depois do sucesso dos Meta Ray-Ban, praticamente todas as grandes fabricantes passaram a investir nessa categoria. O movimento também já ganhou espaço na França. Após a Afflelou, agora é a rede de ótica Krys que revela seu modelo inteligente.

O desenho das Smart Signature Krys deixa evidente essa vocação esportiva, e a construção reforça a ideia. A armação é feita em TR90, um tipo de plástico muito usado em óculos de sol por combinar resistência e leveza. Esse material pode ser torcido sem se partir, o que o torna especialmente adequado para atividades de maior impacto. A estrutura também conta com certificação IP54.

Óculos conectados Smart Signature Krys: câmera, áudio e foco no esporte

Ao contrário de outras propostas mais ambiciosas, os óculos da Krys não trazem tela integrada. Em compensação, contam com uma câmera de 16 megapixels posicionada entre os olhos, capaz de gravar em Full HD, além de 32 GB de armazenamento. A ideia é permitir que o usuário registre momentos marcantes e salve tudo localmente.

Também será possível conectar os óculos a um smartphone para transferir os arquivos diretamente. Para ajudar na organização do conteúdo, o modelo vem com uma inteligência artificial encarregada de “escolher” os melhores trechos em vídeo. Segundo a Krys, a autonomia chega a oito horas ouvindo música e a quatro horas em gravação de vídeo.

A parte sonora também recebeu atenção: o optician informa que o dispositivo traz cinco microfones e quatro alto-falantes, recursos úteis tanto para captar áudio quanto para fazer chamadas em modo mãos livres e ouvir música. Outro ponto importante é que as lentes podem receber correção, se necessário, e ainda oferecem tratamento polarizado.

Para quem pratica esportes ao ar livre, esse tipo de solução tende a fazer sentido justamente por unir praticidade e robustez. Ter câmera, áudio e conexão em um único acessório reduz a necessidade de carregar outros equipamentos durante treinos, corridas ou saídas mais intensas, algo que ajuda a explicar o interesse crescente por esse formato.

Um primeiro teste antes de uma possível popularização do formato

Os Smart Signature Krys representam apenas uma primeira experiência da marca nesse segmento. O produto foi desenvolvido em parceria com a empresa chinesa Bleequp e, na prática, trata-se de uma variação de um modelo já existente: os Bleequp Ranger. A estratégia é entrar cedo nesse novo mercado para, mais à frente, ampliar a linha com outros produtos semelhantes.

Para uma estreia bem-sucedida, a Krys resolveu apostar em um preço competitivo: os óculos partem de 299 euros. A intenção é chegar antes dos gigantes que devem entrar nessa disputa nos próximos meses, como Samsung, Apple, Amazon e Google.

O mercado de óculos conectados é visto como um verdadeiro Eldorado pelas empresas de tecnologia. Trata-se de um segmento novo, em que quase tudo ainda está em aberto. Enquanto a Krys aposta em um conjunto mais simples, com microfone e câmera, a Meta já avançou para uma etapa superior ao incluir uma tela nas lentes. O objetivo, nesse caso, é exibir informações em tempo real diretamente para o usuário.

Além da disputa tecnológica, ainda pesam questões como conforto, adaptação ao rosto e uso prolongado no dia a dia. Em um produto desse tipo, a experiência prática pode ser tão decisiva quanto os recursos embarcados, especialmente se a categoria realmente avançar em direção ao grande público.

Em alguns anos, será que todo mundo vai acabar usando óculos conectados no rosto?

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