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VPNs e DNS alternativos entram na mira contra IPTV pirata

Homem sentado controlando TV com sinal bloqueado, com roteadores e celular sobre mesa.

VPNs e DNS alternativos passaram a ser alvo direto das autoridades francesas.

A decisão representa uma grande conquista para a Liga de Futebol Profissional (LFP). No dia 18 de dezembro, o Tribunal Judiciário de Paris proferiu duas decisões voltadas contra serviços de IPTV pirata que transmitem ilegalmente a Ligue 1 e a Ligue 2. A medida, porém, vai além desses serviços: a Justiça também passou a observar de perto os VPNs e os DNS alternativos, que em alguns casos são usados por internautas para driblar bloqueios.

Segundo a LFP, a Arcom considera que 66% dos usuários de streaming ilegal recorrem a essas ferramentas para contornar as restrições. Com isso, o DNS4EU, serviço europeu de resolução de nomes de domínio, terá de implementar medidas de bloqueio contra essas ofertas.

Por enquanto, a decisão ainda não foi detalhada publicamente, mas ela pode abrir caminho para uma repressão mais ampla. A Liga, no entanto, celebrou o desfecho: “Essas medidas completam as que já foram obtidas junto aos provedores de acesso, a alguns DNS alternativos e aos motores de busca”.

As propostas mais duras da Arcom sobre VPNs, DNS alternativos e bloqueios

Vale lembrar que a Arcom se posicionou recentemente a favor de uma evolução nas ações “por meio de procedimentos administrativos simplificados, do forte envolvimento de agentes voluntários (...) e do fortalecimento dos poderes da Arcom”.

O órgão regulador da internet também apresentou uma proposta mais radical: “a automatização parcial dos mecanismos de bloqueio, especialmente para as transmissões esportivas ao vivo”. Na prática, isso permitiria implantar um sistema de bloqueio em tempo real sob sua supervisão, sem que a intervenção humana precisasse ocorrer em todos os casos.

Além disso, a autoridade administrativa quer criar infrações penais para atingir os responsáveis por sites que retransmitem conteúdos esportivos de forma ilegal. Mais detalhes sobre esse ponto podem ser encontrados em nosso artigo anterior aqui.

Fica claro, portanto, que o combate à pirataria de transmissões esportivas está se intensificando na França. Ainda assim, a disputa está longe de terminar: estudos recentes mostram que IPTV e serviços ilegais continuam extremamente populares. De acordo com uma investigação publicada recentemente, o país pode ultrapassar a marca de 9 milhões de assinaturas de IPTV até o fim do ano.

Ao mesmo tempo, especialistas lembram que medidas de bloqueio mais agressivas costumam gerar um debate importante sobre proporcionalidade e privacidade. Quando ferramentas como DNS alternativos e VPNs entram no alvo, cresce também a discussão sobre o equilíbrio entre proteção de direitos autorais, liberdade de navegação e transparência nas decisões de bloqueio.

O que você acha dessas novas medidas usadas contra o streaming ilegal e as IPTV? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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