Amazon Leo deve chegar ao mercado em 2026. Até lá, a Amazon iniciou testes com empresas de um de seus planos, o Leo Ultra, que promete atingir até 1 Gbps de velocidade de download.
Testes do Amazon Leo Ultra começam antes do lançamento de 2026
A Amazon segue avançando no desenvolvimento do Amazon Leo, seu projeto de internet via satélite de baixa órbita que mira diretamente a Starlink. Nesta semana, a empresa informou que deu início aos primeiros testes corporativos do Leo Ultra, com foco em validar a solução antes do lançamento oficial previsto para 2026.
Nos testes, as companhias participantes estão utilizando hardware e software de produção (ou seja, versões finais, e não protótipos). A performance divulgada pela Amazon para o Leo Ultra é:
- Download: até 1 Gbps
- Upload: até 400 Mbps
Segundo a empresa, o Leo Ultra seria, hoje, “o terminal de cliente mais rápido disponível no mercado”.
Leo Ultra é o plano premium; Leo Pro e Leo Nano miram opções mais acessíveis
Apesar de os números chamarem atenção, a própria proposta do Leo Ultra ajuda a explicar o posicionamento: trata-se do plano mais caro dentro do novo serviço e foi desenhado para uso empresarial, onde demanda por capacidade e estabilidade costuma ser maior.
Além do Leo Ultra, a Amazon planeja oferecer outras duas modalidades:
- Leo Pro
- Leo Nano
Essas alternativas devem entregar velocidades menores, porém com preços mais acessíveis. Até o momento, a Amazon não divulgou valores.
Amazon acelera a constelação de satélites em órbita baixa para reduzir a latência
Assim como a Starlink, o Amazon Leo fornece conectividade por meio de satélites em órbita baixa, arquitetura que tende a oferecer baixa latência em comparação a sistemas tradicionais em órbitas mais altas.
Atualmente, o Amazon Leo já mantém mais de 150 satélites em órbita. Ainda assim, esse é apenas o começo: a constelação inicial do projeto deve ultrapassar 3.000 satélites, que serão colocados no espaço de forma gradual.
Integração com nuvem: conexão direta com AWS e redes privadas
Entre os argumentos para atrair o público corporativo, a Amazon também destaca a capacidade de integrar o serviço de forma mais direta ao ecossistema de TI das empresas. De acordo com a companhia, a solução pode se conectar diretamente à Amazon Web Services (AWS), além de suportar outros ambientes de nuvem e infraestruturas locais (on‑premises).
A proposta é permitir que clientes transfiram dados com segurança de locais remotos para redes privadas, evitando trafegar pelo internet público quando isso não for desejado - algo relevante para cenários com requisitos de compliance, segurança e continuidade operacional.
Onde o Amazon Leo pode fazer diferença no Brasil
No contexto brasileiro, serviços de internet via satélite em órbita baixa costumam ser especialmente úteis em regiões com pouca infraestrutura terrestre, como áreas remotas do interior, operações no campo e instalações afastadas de centros urbanos. Em ambientes corporativos, essa conectividade pode servir tanto como link principal quanto como redundância para aumentar a disponibilidade.
Também vale considerar que a adoção em larga escala depende de fatores práticos, como disponibilidade de terminais, capacidade de instalação, homologações e exigências regulatórias locais. Em operações críticas, empresas normalmente avaliam não apenas a velocidade máxima, mas também estabilidade, desempenho em horários de pico e integração com redes privadas e ferramentas de segurança.
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