A aquisição da Mynaric fortalece a integração vertical da Rocket Lab e ajuda a enfrentar a escassez de comunicação a laser para constelações de satélites
A Rocket Lab concluiu a compra da Mynaric AG, fabricante de terminais de comunicação a laser para aviação, espaço e plataformas móveis. O valor total da operação foi de $155,3 milhões: o acordo inclui um pagamento simbólico em dinheiro e a transferência de 2 277 002 ações para a Rocket Lab.
Com essa aquisição, a Rocket Lab amplia sua posição como uma empresa integrada no mercado espacial - indo de lançamentos e fabricação de satélites até o fornecimento de componentes essenciais. Entre esses componentes estão os sistemas de comunicação óptica a laser, importantes para as constelações de satélites modernas.
O CEO Peter Beck afirmou que “a comunicação a laser há muito tempo é um gargalo do setor: era difícil produzir em grande escala soluções de alto desempenho e acessíveis”. Segundo ele, a integração da Mynaric deve mudar esse cenário ao permitir maior escala de produção e redução de custos.
A operação recebeu aprovação do Ministério Federal da Economia da Alemanha. A Mynaric continuará com sede em Munique, o que se tornará a primeira presença permanente da Rocket Lab na Europa e permitirá que a empresa atue com mais intensidade em programas espaciais europeus.
Um fator decisivo para a compra foi a parceria já existente entre as companhias. A Mynaric forneceu terminais Condor Mk3 para contratos da Rocket Lab no valor de $1,3 bilhão destinados à construção de 36 satélites. Isso permitiu à Rocket Lab avaliar a tecnologia com antecedência e entender como escalá-la para atender à demanda crescente. Além disso, as duas empresas já compartilham parte da base de clientes - de operadores comerciais de constelações de satélites a compradores do setor de defesa e governos.
Com isso, a Rocket Lab não apenas amplia seu portfólio tecnológico, mas também fecha um dos elementos críticos da infraestrutura das futuras redes de satélites - a comunicação entre satélites em alta velocidade, da qual depende diretamente a eficiência de grandes sistemas em órbita.
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