Com sensor de 1 polegada, detecção LiDAR e um peso quase imperceptível na mochila, o DJI Mini 5 Pro leva o conceito de drone ultracompacto a um nível que parecia improvável até pouco tempo atrás. Será que esse salto técnico realmente compensa o preço, que continua bem alto? A resposta está neste teste completo.
Depois de o Mini 4 Pro já ter conquistado criadores de conteúdo e profissionais de imagem, a DJI lança o Mini 5 Pro. O novo modelo ultracompacto não se limita a pequenos retoques. Pela primeira vez, um drone com menos de 250 gramas traz sensor de 1 polegada, detecção LiDAR frontal, transmissão de vídeo aprimorada e gimbal com rotação de 225 graus.
Na prática, esse pacote aproxima recursos de drones avançados da DJI de um corpo minúsculo, sem abrir mão da portabilidade. Após várias semanas de voo em condições diferentes, ficou claro que o Mini 5 Pro tenta equilibrar qualidade de imagem, segurança e facilidade de uso com bastante ambição.
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O que mais gostamos no DJI Mini 5 Pro
O sensor de 1 polegada é o grande diferencial do DJI Mini 5 Pro
Essa é, de longe, a evolução técnica mais importante do Mini 5 Pro - e ela entrega exatamente o que promete. Ao trocar o sensor de 1/1,3 polegada do Mini 4 Pro por um sensor de 1 polegada com 50 megapixels, a DJI acertou em cheio. A área de captação cresce em torno de 2,4 vezes, o que permite reunir muito mais luz.
O resultado aparece na imagem final: alcance dinâmico de 14 pontos, ruído digital bem mais controlado e uma gama de cores mais ampla. Em cenas diurnas, a diferença para o Mini 4 Pro não salta tanto aos olhos, mas continua clara. As cores ficam mais ricas, as texturas ganham definição - sobretudo nas folhagens - e os realces passam a ser tratados com mais inteligência.
É ao entardecer e em baixa luz que o sensor de 1 polegada mostra de verdade seu valor. Enquanto o antecessor começava a exibir granulação e perda de detalhes, o Mini 5 Pro mantém uma imagem limpa, detalhada e com sombras ainda utilizáveis. Os perfis D-Log M e HLG em 10 bits completam o conjunto e abrem espaço para um trabalho sério de gradação de cor, algo que profissionais valorizam bastante. E agora ainda é possível gravar em 4K a 120 quadros por segundo.
O modo de 50 megapixels finalmente passa a fazer sentido de forma plena: as fotos em RAW agora têm detalhe suficiente para impressões em grande formato. O zoom digital 2x, equivalente a 48 mm, ajuda a variar os enquadramentos sem sacrificar demais a qualidade. Nesse ponto, não há o que criticar: a equipe de engenharia fez um trabalho muito bem executado.
Para quem produz em movimento, esse ganho também muda o ritmo de trabalho. Em vez de depender de longas sessões de gravação para tentar recuperar qualidade na pós-produção, o Mini 5 Pro entrega arquivos mais fortes já na origem. Isso facilita tanto a edição no computador quanto o corte rápido no celular, especialmente quando o objetivo é publicar com agilidade.
A detecção de obstáculos do Mini 5 Pro é excelente
A DJI equipou o Mini 5 Pro com o mesmo sistema de detecção omnidirecional do Mini 4 Pro. A diferença é que agora ele soma um módulo LiDAR frontal, capaz de operar até 1 lux. Essa tecnologia, herdada do Air 3S e do Mavic 4 Pro, muda completamente o cenário em ambientes com pouca luz. Enquanto câmeras ópticas perdem eficiência no escuro, o LiDAR mede distâncias por pulsos a laser e mantém a precisão mesmo quando a luminosidade cai.
No uso real, essa combinação se mostra extremamente eficiente. Em mata fechada, o drone identifica galhos, reduz a velocidade ao se aproximar de um obstáculo, desvia com fluidez e retoma a rota sem hesitação. Ainda há espaço para ajustes, mas o ActiveTrack 360 agora se prende melhor ao alvo e reage com mais inteligência às mudanças no fundo da cena. Nos nossos testes de rastreamento em área arborizada, o Mini 5 Pro se moveu entre as árvores com uma segurança que nunca tínhamos visto em um drone dessa categoria. Talvez apenas o DJI Neo 2, nosso favorito do ano, chegue perto nessa proposta.
Outra melhoria importante é que o RTH, ou retorno à base, agora funciona sem GPS. O drone registra visualmente o ambiente no momento da decolagem para reencontrar sozinho o ponto de partida. É uma camada extra de segurança que deve agradar bastante quem grava em áreas urbanas ou em locais naturais mais apertados e cheios de obstáculos.
Além disso, essa geração traz o protocolo de transmissão DJI O4+. Na teoria, é possível controlar o drone a até 20 quilômetros no padrão FCC e 10 quilômetros no padrão CE europeu. Na prática, ficamos impressionados com a estabilidade do sinal, inclusive em regiões com muitos obstáculos. Foi uma experiência muito acima da média.
Esses pequenos detalhes fazem diferença
O Mini 5 Pro mantém a estrutura dobrável que consagrou a linha, mas refina vários pontos que melhoram o uso diário. As novas hélices de encaixe por giro simplificam bastante a montagem e a desmontagem em campo. Não é mais preciso recorrer a chave de fenda nem lidar com ajuste delicado: basta girar e pronto.
O acionamento automático ao abrir o braço traseiro direito e o desligamento após cinco segundos de recolhimento também são melhorias bem-vindas. Pode parecer algo secundário, mas esses detalhes tornam a operação mais simples, o que pesa bastante em gravações intensas e em trocas rápidas de locação.
A DJI também trabalhou no nível de ruído, um ponto fraco das gerações anteriores. A 40 metros de altitude, o Mini 5 Pro é quase inaudível. Em distâncias menores, o som das hélices continua discreto o bastante para não incomodar a vizinhança.
E o melhor ficou para o fim: pela primeira vez, um modelo da linha Mini traz armazenamento interno. O Mini 5 Pro conta com 42 GB de memória, contra apenas 2 GB no Mini 4 Pro - praticamente nada. Com compatibilidade com Wi‑Fi 6, a transferência dos clipes para o smartphone pelo aplicativo DJI Fly é rápida. As taxas chegam a 100 MB/s, ante 25 MB/s no Mini 4 Pro. A diferença é enorme.
Na rotina de quem viaja ou trabalha sozinho, esse ganho prático faz bastante sentido. Nem sempre há tempo de parar, reorganizar cartões e passar tudo para um computador no mesmo dia. Ter memória interna generosa ajuda a salvar uma gravação importante, facilita a triagem inicial no celular e reduz a chance de perder um material por falta de espaço no momento errado.
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O que menos gostamos no DJI Mini 5 Pro
A autonomia continua aquém do ideal
A DJI informa 36 minutos de autonomia em condições ideais, o que representa só dois minutos a mais do que no Mini 4 Pro. No papel, o avanço já era modesto. Na vida real, a situação fica ainda menos empolgante. Nos nossos testes, tivemos de trocar a bateria depois de cerca de 20 minutos de voo, em média.
Se colocarmos na conta a decolagem, o posicionamento, o enquadramento e a margem de segurança para voltar à base, o tempo de captação efetiva fica em torno de 10 a 15 minutos. Por isso, escolher o kit com três baterias vira quase obrigatório, o que encarece bastante a compra. Uma pena.
250 g, pelo menos na teoria
A DJI divulga oficialmente 249,9 gramas para o Mini 5 Pro, com tolerância de ±4 gramas por conta de variações de fabricação. Só que, ao olhar testes e relatos de usuários, fica claro que algumas unidades passam um pouco da barreira regulatória de 250 gramas. No nosso aparelho de teste, por exemplo, a balança marcou 252 gramas.
A partir daí, a situação muda bastante. Embora a DJI afirme que o aparelho continua certificado como C0 pela EASA, e mesmo que as autoridades europeias pareçam não se incomodar com essa pequena ultrapassagem, isso pode pesar na decisão de compra de pilotos profissionais. Afinal, quem opera drones acima de 250 gramas precisa cumprir exigências administrativas adicionais para voar.
O preço é alto
A R$ 799 na versão básica e chegando a € 1.199 no Fly More Combo com a radiocontroladora RC 2, o Mini 5 Pro não é barato. É verdade que a DJI manteve os mesmos valores de lançamento do Mini 4 Pro, mesmo com todos os avanços técnicos, mas a quase obrigatoriedade de comprar um pacote com três baterias acaba desanimando.
Para usuários ocasionais ou iniciantes, o investimento é pesado. Nesse caso, a recomendação mais sensata é olhar para o DJI Neo 2, que custa bem menos, é mais simples de usar e já entrega um nível técnico muito bom.
O Mini 5 Pro deixa claro que foi pensado para criadores de conteúdo, profissionais ou entusiastas com orçamento folgado.
Nossa opinião final
O DJI Mini 5 Pro é o drone perfeito? Ainda não, mas está mais perto disso do que nunca. A combinação de sensor de 1 polegada, gravação em 4K a 120 quadros por segundo, detecção LiDAR e transmissão O4+ em um equipamento com menos de 250 gramas impressiona de verdade. A melhora na qualidade de imagem é visível, sobretudo em baixa luz. Mais fácil de operar do que qualquer Mini anterior, ele também traz 42 GB de armazenamento, Wi‑Fi 6 para transferência rápida dos arquivos e um projeto que simplifica a troca de acessórios.
Se a autonomia fosse melhor, ele se tornaria muito mais fácil de recomendar sem ressalvas. Hoje, ainda é preciso andar com várias baterias e aceitar que cada voo rende apenas cerca de 15 minutos realmente úteis de imagem. A pequena margem sobre o limite de peso também pode gerar dor de cabeça para profissionais, principalmente quando o assunto é autorização de voo.
No fim das contas, mesmo estável e muito competente, o preço do DJI Mini 5 Pro continua elevado. Nessa faixa, fica difícil recomendá-lo para o grande público, especialmente depois da chegada do Neo 2, um pequeno drone versátil, simples de operar e muito eficiente. Por isso, o Mini 5 Pro faz mais sentido para profissionais de imagem, criadores de conteúdo ou apaixonados por tecnologia com bom poder de compra.
DJI Mini 5 Pro
Preço: 799 €
Nota final
8,5/10
Gostamos
- Excelente qualidade de imagem de dia e de noite
- Ótimo acompanhamento do alvo
- Desvio de obstáculos impecável
- Construção irrepreensível
- Silencioso
Gostamos menos
- Autonomia curta demais
- Na prática, não fica abaixo de 250 gramas
- Preço alto
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