Capcom volta com Resident Evil Requiem ao ponto onde o pesadelo começou: Raccoon City. O novo jogo mira com precisão os fãs do survival horror clássico - poucos recursos, cenários sufocantes e pressão psicológica no lugar de ação ininterrupta. Para quem joga no PlayStation, há um detalhe especialmente atraente: pouco antes do lançamento, o título de PS5 já aparece em pré-venda por bem menos do que o preço sugerido.
Jogo de terror com desconto: quanto você economiza na versão de PS5
Hoje, para muita gente, o preço define se um grande lançamento entra na coleção no dia 1 ou só meses depois. Resident Evil Requiem chega oficialmente com UVP de 79,99 €, mas, na pré-venda, o valor da edição de PS5 caiu de forma bem perceptível.
"A versão de PS5 está sendo oferecida no momento por cerca de 55,99 € - isso é mais de 30% abaixo do preço de estreia."
Com isso, o novo Resident Evil entra numa faixa em que muitos fãs deixam de adiar e compram logo. Quem já vinha pensando em pegar no lançamento paga mais perto do valor de um título “mid-price”, mas leva para casa um AAA completo.
| Produto | Plataforma | UVP | preço atual de pré-venda | Economia |
|---|---|---|---|---|
| Resident Evil Requiem | PS5 | 79,99 € | 55,99 € | mais de 30 % |
Promoções de pré-venda como essa costumam ser limitadas. Além disso, as garantias de preço de alguns varejistas frequentemente significam que você fica com o menor valor até o dia de lançamento. Ou seja: quem quer encarar o terror no primeiro dia e já sabe que vai de versão PS5 ganha em dose dupla.
De volta a Raccoon City em Resident Evil Requiem: do que se trata a história
A proposta da Capcom com Requiem não é entregar apenas “mais uma continuação”, e sim ajustar o rumo da série sem abandonar as origens. O cenário volta a ser Raccoon City - só que décadas depois do desastre de 1998. Oficialmente, o episódio foi encoberto há tempos, mas as marcas permaneceram, e as consequências ainda se projetam no presente do jogo.
No centro da trama está uma protagonista inédita: Grace Ashcroft. Ela atua como analista no FBI e acaba envolvida, por um caso pessoal, em uma teia de acobertamentos e segredos antigos. A morte da mãe é um elemento-chave, ligando a grande catástrofe Biohazard a uma tragédia profundamente humana.
- Nova protagonista, Grace Ashcroft, movida por um motivo pessoal
- Retorno a Raccoon City, décadas após o surto
- Investigação sombria entre documentos, manchas de sangue e experimentos antigos
- Foco pesado em atmosfera, não em tiroteio constante
O jogador vasculha arquivos, registros de áudio e prédios abandonados, conecta pistas e tenta entender o que realmente ocorreu - e por que isso volta a importar agora. O terror não nasce só dos monstros, mas também da dúvida sobre em quem ainda dá para confiar.
Survival horror como antigamente em Resident Evil Requiem: recursos limitados e punição para erros
No nono capítulo, a Capcom retoma com clareza a linha de Resident Evil 7. A ideia é simples: menos sensação de poder, mais vulnerabilidade. A munição aparece pouco, itens de cura são restritos, e cada disparo precisa ter propósito.
"Cada corredor pode ser uma armadilha, cada bala desperdiçada um erro posterior que te custa a vida."
A jogabilidade se apoia em três pilares:
- Combate: inimigos surgem com frequência de surpresa, aguentam bastante e obrigam você a se posicionar com inteligência.
- Quebra-cabeças: mecanismos de portas, caixas de fusíveis e pistas codificadas pedem atenção e anotações.
- Gestão de recursos: espaço de inventário limitado e escolhas constantes entre cura, munição e chaves.
A intenção é fazer com que toda confrontação tenha peso. Quem atira sem pensar tende a ficar com o carregador vazio quando surgirem novos inimigos. Já quem explora com calma, abre caixas e procura rotas alternativas costuma sair no lucro.
Sistema de câmera flexível: alternar entre primeira pessoa e visão sobre o ombro
Um dos truques mais interessantes de Requiem é permitir a troca livre entre duas perspectivas. Na visão em primeira pessoa, a câmera fica praticamente “colada” à cabeça da personagem, tornando a claustrofobia dos corredores quase física. Como alternativa, há a visão sobre o ombro, familiar para quem jogou capítulos mais recentes.
"A visão em primeira pessoa aumenta o pânico, a câmera sobre o ombro te dá mais visão geral - você decide conforme a situação."
Isso não funciona só como enfeite. Muitos fãs preferem a intensidade da primeira pessoa; outros se sentem desconfortáveis e rendem melhor com a câmera sobre o ombro. Resident Evil Requiem tenta atender os dois perfis sem enfraquecer o clima.
Vantagens técnicas no PlayStation 5
No PlayStation 5, o lado técnico aparece com força. Os carregamentos ficam muito curtos, o que ajuda na imersão: abre a porta, entra no próximo ambiente - sem transições cansativas. E o feedback tátil do controle DualSense faz tiros, batimentos e momentos de pressão parecerem mais “no corpo”.
- Feedback tátil em tiros, explosões e passos
- Gatilhos adaptáveis com resistência perceptível nas armas
- Carregamento rápido via SSD, quase sem pausas
- Iluminação detalhada para sombras que aumentam a tensão
No horror, a soma de som, imagem e resposta do controle pesa muito. Pequenos detalhes - como um leve travamento no gatilho quando uma arma falha - podem aumentar a sensação de pânico justamente nas horas mais apertadas.
Para quem a pré-venda realmente vale a pena?
Veteranos de Resident Evil que esperam há anos por uma experiência de sobrevivência mais “raiz” tendem a encontrar em Requiem exatamente o que procuram. A volta a Raccoon City conversa diretamente com quem guarda memória dos clássicos. Ao mesmo tempo, a Capcom estrutura a narrativa de um jeito que permite que novatos acompanhem a jornada de Grace como uma figura nova, sem precisar ter jogado todos os anteriores.
O preço de pré-venda ajuda a decidir. Quem já pretendia comprar no lançamento economiza um valor considerável agora. Quem ainda está em dúvida pode se orientar por estas perguntas:
- Eu curto terror mais lento, com tensão e pouca munição?
- Backtracking e vasculhar ambientes não me incomodam?
- Eu me divirto com enigmas e pistas, em vez de só ação o tempo todo?
Quem responde “Sim” à maior parte disso provavelmente terá em Requiem um forte candidato para a biblioteca do PS5. Já quem prefere shooters diretos e sem complicação pode sentir o ritmo mais cadenciado como um ponto negativo.
Contexto: o que diferencia survival horror de jogos de ação comuns
O termo “survival horror” define um subgênero que deliberadamente coloca o jogador em desvantagem frente às ameaças. O objetivo é fazer o perigo parecer maior do que sua capacidade de combate. Entre as características mais frequentes estão:
- recursos intencionalmente escassos, como munição e cura
- visão limitada por ambientes apertados e iluminação sombria
- ritmo mais lento, com pausas antes do próximo susto
- enigmas e exploração com o mesmo peso que o combate
Em vez de depender de explosões espetaculares, o apelo vem da tensão: um rangido baixo no corredor, uma sombra atrás da porta de vidro, o carregador vazio no pior momento. É exatamente essa sensação que Resident Evil Requiem tenta recolocar no centro da experiência.
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