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Artemis 2: até o Outlook resolveu travar no espaço

Astronauta com traje espacial dentro de estação espacial com Terra visível pela janela e laptop na mão.

Mesmo em órbita, os astronautas não ficam imunes aos imprevistos dos softwares da Microsoft. No meio da missão Artemis 2, o aplicativo Outlook apresentou falha e virou motivo de reclamação a bordo.

Durante a viagem rumo à Lua, a tripulação precisou lidar com um episódio curioso que foi acompanhado ao vivo pela NASA. Em vez de uma pane dramática, o problema foi bem mais prosaico: um dos astronautas relatou que o Outlook simplesmente não abria.

O contratempo aconteceu pouco mais de treze horas após a decolagem. Reid Wiseman, em contato contínuo com Houston, pediu apoio para resolver a situação. Não havia risco à segurança nem qualquer emergência operacional, apenas um incômodo bastante comum:

“Estou vendo duas versões do Microsoft Outlook na minha área de trabalho e nenhuma das duas funciona. Se vocês puderem verificar isso e assumir o controle remoto, seria ótimo.”

Wiseman se referia às duas sessões disponíveis, a versão nova e a versão clássica do aplicativo. A má notícia é que nenhuma delas queria iniciar. Cerca de uma hora depois, a NASA retornou com a solução:

“Conseguimos abrir o Outlook. Ele ficará em modo offline, o que é normal.”

Por que usar o Outlook na Artemis 2?

Embora participem de uma missão histórica, os astronautas da Artemis 2 ainda precisam enfrentar problemas de software bem terrestres. Como era de se esperar, tanto o hardware quanto toda a parte de software foram desenvolvidos pela NASA para atender às exigências específicas da missão. Ainda assim, algumas ferramentas de uso cotidiano também entram no pacote para tarefas menos críticas. O Outlook ajuda a tripulação a se comunicar com a Terra, com familiares e com amigos - pelo menos quando decide colaborar.

Esse tipo de situação mostra como, mesmo em um ambiente altamente controlado, pequenas falhas digitais podem aparecer nos momentos mais inconvenientes. Em missões espaciais, a redundância e os procedimentos de contingência são fundamentais justamente para que um detalhe técnico não vire uma dor de cabeça maior. Por isso, problemas aparentemente banais também entram na lista de testes e de ajustes constantes durante o voo.

A cena acabou repercutindo nas redes sociais, mas, na prática, teve impacto limitado no andamento da missão. O desconforto mais chato, porém, veio de outro sistema da cápsula: o ventilador responsável pela extração da urina parou de funcionar. Felizmente, um dos membros da equipe conseguiu identificar a solução e colocou o equipamento de volta em operação. Problema resolvido.

Para lembrar: a Artemis 2 deve durar cerca de dez dias. A cápsula Orion vai sobrevoar o lado oculto da Lua, marcando a primeira vez desde 1972 que seres humanos voltarão a orbitar nosso satélite natural. Essa é apenas a etapa inicial de um plano mais ambicioso: retornar à superfície lunar e, depois, instalar uma base permanente.

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