A Adobe acaba de anunciar a aquisição da Semrush por US$ 1,9 bilhão. Conhecida por suas ferramentas voltadas a SEO, a empresa também passou a desenvolver soluções de GEO, ou otimização para mecanismos generativos, pensadas para ampliar a visibilidade de marcas em chatbots e em mecanismos de pesquisa baseados em inteligência artificial.
A Adobe segue ampliando seus investimentos em inteligência artificial. Na quarta-feira, a companhia informou que firmou um acordo para comprar a Semrush por cerca de US$ 1,9 bilhão. Quem atua com SEO provavelmente já conhece a empresa, que há anos oferece ferramentas de marketing e visibilidade para negócios de diferentes portes. Além das soluções de SEO para melhorar a presença em mecanismos de busca, a Semrush também criou recursos de GEO, sigla para otimização voltada a mecanismos generativos, com foco em aumentar a exposição de marcas em chatbots e nas novas experiências de busca apoiadas por IA.
Em linhas gerais, a Adobe quer incorporar os produtos da Semrush ao seu portfólio corporativo.
“Com produtos como AEM, Adobe Analytics e o recém-lançado Adobe Brand Concierge, a Adobe resolve os principais desafios enfrentados pelas marcas que estão adotando a IA agentiva. Juntas, Adobe e Semrush oferecerão uma solução completa, permitindo que profissionais de marketing entendam de forma abrangente como suas marcas aparecem em seus próprios canais, nos LLMs, nos mecanismos de busca tradicionais e na web em geral”, afirma a Adobe em seu comunicado.
Como a presença das marcas na internet está mudando com a IA
Anil Chakravarthy, presidente da área Digital Experience Business da Adobe, afirma que a visibilidade das marcas está mudando com a chegada da IA generativa e que, se uma empresa não acompanhar essa transformação, pode perder relevância e também receita. É justamente com esse cenário em mente que a Adobe pretende usar os produtos da Semrush para oferecer às companhias uma forma de tratar a otimização para inteligência artificial como uma nova alavanca de crescimento, sem abrir mão da otimização para mecanismos de busca tradicionais.
Na prática, essa transição exige mais do que ajustar páginas para resultados de pesquisa. As marcas precisam observar como seus conteúdos são resumidos, citados e recomendados por sistemas de IA, além de manter consistência entre site, aplicativos, assistentes conversacionais e canais de atendimento. Isso tende a tornar a colaboração entre marketing, dados e tecnologia ainda mais importante.
Vale lembrar que surgiram novos concorrentes do Google impulsionados por IA. Entre os exemplos estão a Perplexity e o mecanismo de busca do ChatGPT. Ao mesmo tempo, o Google já lançou os resumos com IA, que respondem diretamente às perguntas dos usuários, e o modo IA, que dá acesso a uma interface semelhante à de um chatbot dentro do próprio Google Search. Além disso, a inteligência artificial também vem mexendo com o comércio eletrônico, já que alguns chatbots passaram a oferecer agentes de IA capazes de concluir compras online no lugar do usuário.
Em outras palavras, ao adquirir a Semrush, a Adobe passa a contar com novas ferramentas para acompanhar seus clientes empresariais nessa nova fase do mercado.
“A Adobe é uma líder do setor que ajuda profissionais de marketing a criar experiências personalizadas para clientes em grande escala. Com a chegada dos LLMs e da busca baseada em IA, as marcas precisam entender onde e como seus clientes interagem com esses novos canais”, disse Bill Wagner, CEO da Semrush. “Essa combinação oferece aos profissionais de marketing mais informações e mais recursos para ampliar sua visibilidade no cenário digital em constante evolução de hoje.”
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